Ilzo Nery protagonizou história folclórica
Ilzo Nery protagonizou história folclórica
Ilzo Nery protagonizou história folclórica
Há histórias tão singulares no futebol que se sobrepõe ao conteúdo de virtudes e defeitos dos protagonistas da modalidade.
Do Ilzo Nery lateral-esquerdo de Guarani, São Paulo e Ponte Preta apenas os vovôs têm algo a contar, pois a carreira dele enquanto atleta se delineou na década de 60, e pautada como marcador que se valia do vigor físico, inclusive carrinhos até assustadores.
No São Paulo, ele pegou o período de vacas magras, quando o clube priorizou investimentos na ampliação do Estádio Cícero Pompeo de Toledo, o Morumbi, e relegou o Departamento de Futebol.
CAI-CAI
Apesar disso, qualquer consulta sobre aquele cai-cai provocado pelo Santos em 1963, ocasião em que os são-paulinos goleavam por 4 a 1, a constatação é do lateral-esquerdo Ilzo Nery no time vencedor, em jogo interrompido por falta de jogadores no time santista.
Do Ilzo Nery atleta da Ponte Preta, impossível não registrar que protagonizou o lado folclórico do futebol quando o adversário foi o São Bento, igualmente nos anos 60, conforme detalhou o aposentado Dalécio Pastor, amigo de Ilzo.
Em Sorocaba, no acanhado Estádio Humberto Reali, o saudoso meia Raimundinho, do time da casa, abusou de pontapés e foi repreendido por Ilzo: “No jogo da volta vai ter troco”.
Em Campinas, quando a delegação do São Bento chegou ao Estádio Moisés Lucarelli em duas peruas Kombi, Raimundinho pipocou. Não foi pro jogo e preferiu se esconder em um dos veículos.
Quando Ilzo foi comunicado da paúra, após o jogo, sequer se dirigiu ao vestiário. Ainda com o uniforme, localizou Raimundinho e desferiu-lhe um violento soco na parte superior dos lábios, deixando-o marcado por cicatriz.
TREINADOR
Ilzo estagiou como treinador em equipes juvenis e interinamente comandou o time principal da Ponte Preta em dérbi de 1974 no Estádio Brinco de Ouro, num empate sem gols, e com essa formação: Carlos; Marquinhos (Vulca), Oscar, Zé Luiz e Walter; Serelepe e Serginho; Brinda, Valtinho, Valdomiro (Zé Roberto) e Tuta.
No juvenil do Guarani, Ilzo teve o mérito de posicionar Careca como centroavante, visto que a posição originária do então atleta era ponta-de-lança. “Artilheiro tem que jogar mais perto do gol”, justificava na época.
Depois disso Ilzo trabalhou em equipes profissionais de pequeno e médio porte no interior paulista, sem que conseguisse se deslanchar como treinador.
Hoje está aposentado em Campinas.





































































































































