Ídolo do Santos na década de 90, Giovanni também visita o Rio Preto
Em 1995, o Santos sagrou-se vice-campeão brasileiro na final contra o Botafogo com 1 a 1
Depois do Rei Pelé, atleta do século, o Santos Futebol Clube teve em campo vários camisa 10 que brilharam com a camisa do time da Vila Belmiro
Em 1995, o Santos sagrou-se vice-campeão brasileiro na final contra o Botafogo com 1 a 1, na arbitragem polêmica do árbitro mineiro Márcio Rezende de Freitas, duelo este disputado no estádio Paulo Machado de Carvalho. O time da Vila Belmiro, com a vitória, seria o campeão, mas foi prejudicado pelo homem de preto anulando o gol legítimo do atacante Camanducaia. Como o time carioca havia vencido o primeiro jogo no Maracanã por 2 a 1, o time da estrela solitária ficou com o título. Lá estava em campo o meia Giovanni.
COM A PALAVRA
Para o ex-camisa dez do peixe, o futebol mudou e muito em relação ao passado. “O futebol mudou no aspecto mais força, onde na nossa época a gente cadenciava mais o jogo. Hoje, é correria, mais pegada e com marcação mais forte. Fora de campo tem a transmissão do Facebook, Tv aberto e fechada, enfim mudou bastante. Com relaçao ao clube que defendi, me refiro ao Santos, é uma fabrica de revelar craques. O departamento amador com apoio da diretoria sabe fazer muito bem isso que é revelar”, disse o ex-camisa 10.
JOGO MARCANTE NA SUA CARREIRA
Mesmo atuando no Barcelona, o messias da Vila Belmiro, insiste em revelar que o jogo mais marcante na sua carreira foi contra o Fluminense-RJ, 5 a 2, com dois gols seu. “Sem dúvida, o jogo que todo mundo fala até hoje, não só os santistas, mas também outros torcedores, o 5 a 2, contra o Fluminense, na semifinal do brasileirão em 1995. Realmente marcou na história, não só do Santos, mas do futebol brasileiro também. No jogo de ida, fomos goleados por 4 a 1, no Maracanã e, precisavamos vencer por três gols de diferença e com união, garra e muita aplicação em campo conseguimos o nosso objetivo”, finalizou Giovanni, que fez os gols aos 25 e 29 minutos respectivamente no primeiro tempo.
Naquele dia 10 de dezembro de 1995, com 28 mil pagantes no Pacaembu, o Santos venceu com a seguinte formação: Edinho; Marquinhos Capixaba, Narciso, Ronaldo Marconato e Marcos Adriano; Gallo, Carlinhos, Marcelo Passos(Pintado depois Marcos Paulo) e Giovanni; Camanducaia(Batista) e Macedo. O treinador era o Cabralzinho. Santos, na final contra o Fogão.
MAIS DE GIOVANNI
Antes de chegar ao Santos, em 1994, Giovanni passou por Tuna Luso, Remo, Paysandu e Sãocarlense-SP. Mas foi mesmo no Santos que ele começou a brilhar. Foram três títulos, Torneio de Verão (1996), Campeonato Paulista (2006 e 2010) e a Copa do Brasil (2010). Ao todo, foram mais de 250 partidas com a camisa santista e 130 gols marcados. As grandes atuações no Brasil lhe renderam várias sondagens e propostas para se transferir para o futebol europeu. Giovanni foi vendido para o Barcelona, onde chegou a atuar ao lado do atac ante Ronaldo fenômeno. De 1996 a 1999, período em que vestiu a camisa do clube catalão, onde disputou 308 partidas e anotou 105 gols.
CONQUISTAS
No Barça conquistou o Campeonato Espanhol (1997–98, 1998–99), a Copa do Rei (1996–97, 1998–99), a Supercopa da Espanha (1996), a Recopa Europeia (1997) e a Supercopa Europeia (1997). Na sequência o meia saiu do Barcelona e foi para o futebol grego, mais precisamente para o Olympiakos, onde atuou com outro brasileiro, Rivaldo. Na oportunidade, atuou na Grécia até 2005, onde conquistou o pentacampeonato grego. Depois disto, o messias rodou por outras equipes, inclusive teve outra passagem pelo Santos, mas após 20 anos de carreira, resolveu se aposentar. Hoje, aos 45 anos, o ex-camisa 10 vive apenas gerenciando uma escola e uma clínica de fisioterapia em Belém do Pará, sua terra natal, mas reside em Santos.





































































































































