Ídolo da torcida vai para o Japão e deixa Galo da Japi
Jundiaí, SP, 09 (AFI) – As duas maiores esperanças do torcedor do Paulista em ver o ataque funcionar neste ano mais do que funcionou no ano passado foram embora antes do campeonato estadual começar.
Na segunda-feira, a equipe perdeu o atacante Marcelinho para o União Leiria, de Portugal. O jogador nem havia estreado com a camisa jundiaiense. Já na noite passada, foi a vez de Gilsinho, no clube desde a temporada passada, ser negociado com o Jubilo Iwata, do Japão.
Agora, o setor que em 2007 já foi um problema, se transforma em um temor pelos lados do Estádio Dr. Jayme Cintra. “Não conto mais com o Gilsinho. Tenho que trabalhar sem contar com essa peça no meu elenco”, lamentou o técnico Marcus Vinícius.
Gilsinho assina hoje contrato com o clube japonês. Ele será emprestado por onze meses, com os direitos fixados. Estima-se que o Galo jundiaiense irá lucrar cerca de R$ 800 mil só com o empréstimo. ” Saio feliz, pois nessa negociação o Paulista está recebendo um bom valor. Sei que isso pode ajudar o clube de alguma maneira e depois o Galo ainda pode lucrar mais em uma possível venda”, ressaltou o atacante.
Substitutos!
Os nomes de Jéfferson e Léo, são os mais cotados para substituir Marcelinho e Gilsinho. Ambos já passaram por Jundiaí e estariam dispostos a retornar. A situação de Jéfferson é a que está mais próxima de ter um desfecho feliz já que o próprio jogador demonstra interesse em voltar a vestir a camisa jundiaiense. Léo, que tirou o passaporte italiano no final do ano passado, aguarda uma proposta de um clube da Itália.
Não pode deixar a média cair!
Sem Gilsinho, o ataque do Paulista deverá, pelo menos para a estréia no Campeonato Estadual daqui exatamente uma semana, contra o Rio Claro, ser formado por Neto Baiano e Júlio César. E será deles a missão de fazer com que a média de gols marcados pelo Galo não caia em mais um campeonato como foi nos últimos três que o clube disputou.
Desde o Campeonato Brasileiro da Série B de 2006, quando ficou em 5º lugar, o ataque jundiaiense fica mais frágil. Na campanha em que quase conseguiu o acesso, o Paulista teve o melhor ataque da competição com 72 gols marcados em 38 jogos.
A média foi de 1,89 gol por partida e, de quebra, Jaílson, por pouco não sagrou-se artilheiro da competição com 17 gols. Victor Santana, o outro atacante da equipe, também foi bem e marcou 10. A maior goleada da competição também foi aplicada pelo Paulista; no dia 18 de novembro de 2006, a equipe venceu o Paysandu por 9 a 0.
No campeonato seguinte, o Paulistão de 2007, a média de gols da equipe jundiaiense diminuiu, ficando em 1,78. Foram 34 gols em 19 jogos. O próprio Gilsinho e Marcos Denner, ambos já fora de Jayme Cintra, foram os artilheiros do time com 8 gols cada.
Mantendo a trajetória descendente de gols marcados, no último Campeonato Brasileiro da Série B, a média também foi menor do que no Paulistão. Em 38 jogos, o Paulista marcou apenas 58 gols; uma média de 1,52. Marcos Denner também foi o artilheiro da equipe com 10 gols.





































































































































