Ídolo da torcida da Ponte Preta, ex-meia Piá crava: "Dérbi é guerra"
Ex-jogador participou de grandes campanhas da Macaca em Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil
Ex-jogador participou de grandes campanhas da Macaca em Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil
Campinas, SP, 04 (AFI) – Um dos grandes nomes da história da Ponte Preta, o ex-meia Piá resume bem o que o clássico representa para Ponte Preta e Guarani: “O Dérbi é a disputa de um título. Dérbi é guerra”. Entrevistado pelo portal Futebol Interior, o ex-jogador foi bastante sincero sobre sua relação com a partida.
“Quando eu cheguei, não conhecia a importância. Fui aprendendo que tinha o torneio normal e tinha o Dérbi. Passando o tempo, entendi tudo que envolve. Na minha época, a gente entrava no ano sabendo que ia jogar duas, três vezes contra os caras. Sempre era um campeonato à parte”, afirmou.
O ex-jogador teve uma passagem marcante pelo time de Moisés Lucarelli. Em 1999, chegou às quartas de final do Brasileirão. Em 2001, foi às semifinais de Paulistão e Copa do Brasil e quartas do Brasileirão. Entretanto, alguns casos envolvendo Dérbi marcaram Piá para sempre.
“Quando eu estava chegando, em 2001, perdemos. Quando perdemos, a equipe Guarani começou a dançar a valsa, tirar onda por estarmos há 15 anos sem vitórias. Você via os caras dançando, irritou muito todo mundo. Quando ganhamos, 4 a 2 em 2002, imitamos galinha, dançamos valsa”, contou.
Ele também se recorda do Dérbi que consagrou um argentino até então desconhecido.
“Em 2003, eles estavam muito bem, a gente muito mal, na zona, estávamos para cair. O Guarani era favorito, imprensa falava que ia golear, que a gente ia cair. Fomos lá e vencemos com três gols do Gigena, lá dentro. Financeiramente, vivíamos um momento difícil. Falavam que era o Big Brother da Ponte, vários jogadores saindo toda hora”, afirmou.
Inclusive, ele considera que este foi o grande Dérbi que disputou por tudo o que aquele confronto valia.
“Esse foi o mais marcante. Para mim, nos meus tempos de Ponte, este momento, em 2003, foi o pior. Foi muito difícil em vários sentidos, passávamos por muitas mudanças, mas aquele jogo que deu o impulso para sair do rebaixamento no Brasileirão, porque você supera tudo, vai lá dentro e vence. Aquilo ali foi o gás que nós precisávamos”, relembrou.
O ídolo da Macaca ainda disse o que o Dérbi representa.
“Joguei em vários clubes: Santos, Corinthians, Coritiba, mas, em nenhum lugar, nunca teve uma rivalidade como a de Campinas. Na Capital, são vários clássicos. Então, eu vejo que Campinas é muito pequena para o tamanho do Dérbi, os dois times são muito grandes. Os nervos ficam aflorados, é uma loucura. Eu sempre falei ‘Hoje, não é um dia normal’. Se achar que é, não vai ter êxito”, bradou.
Piá encerrou projetando o duelo do final de semana.
“Eu acho que Ponte vai vencer por 2 a 0. Tenho certeza. Mas é triste ser torcida única, tira muito brilho do jogo. A maior emoção é ver as duas torcidas. Torcida única tira o brilho. Não sou a favor”, concluiu.





































































































































