Icasa pede R$ 30 milhões da CBF na Justiça por disputa da Série B
Time cearense quer indenização por não ter disputado a elite
Juazeiro do Norte, CE, 05 (AFI) – A enxurrada de problemas judiciais da CBF parece estar longe de um final. Nesta segunda-feira, o Icasa entrou na Justiça pedindo uma indenização da CBF por ter que disputar a Série B do Campeonato Brasileiro. O valor do montante pode chegar a R$ 30 milhões, incluindo cotas de televisão e valor de bilheterias.

O processo correrá paralelamente ao que tenta garantir o time de Tarcísio Pugliesi de disputar a elite do Brasileirão. Quinto colocado na Série B do ano passado, o Icasa denunciou o Figueirense pela escalação de jogador irregular, que a própria CBF reconheceu ter sido feita de forma errada. Na Justiça Comum, o Icasa obteve liminares para disputar a elite, mas a CBF conseguiu derrubá-las e até extinguir o processo.
No sábado de Páscoa, o Icasa recorreu ao caso e conseguiu reabrir o processo. A liminar, no entanto, está suspensa até o julgamento do casa, que ainda não tem data para acontecer. Enquanto isto, a CBF terá mais problemas para resolver judicialmente antes da Copa do Mundo.
Entenda o caso
O Icasa, em meados de abril, conseguiu uma liminar que obriga a CBF a colocá-lo no Brasileirão alegando que o Figueirense escalou o volante Luan de forma irregular contra o América-MG na segunda rodada da Série B do Brasileiro no ano passado. A alegação é que o jogador retornou de empréstimo do Metropolitano-SC antes que o contrato fosse encerrado e, por isso, não poderia entrar em campo.
Segundo o documento assinado pela juíza Érica de Paula Rodrigues da Cunha, a entidade teria 24 horas para incluir o Icasa na elite e, se isso não acontecer, pagaria uma multa de R$ 100 mil por dia. Nesta quarta-feira, o presidente do clube cearense, Francisco Paz de Lira, esteve no Rio de Janeiro na eleição que terminou com Marco Polo Del Nero sendo eleito o presidente da CBF entre os anos de 2015 e 2019. Assim como o Figueira, o cartola do Verdão não pôde votar.
Em seguida, um documento divulgado pela ESPN Brasil, em seu site oficial, mostrou que o diretor de Competições da CBF, Virgílio Elíseo, assumiu que o atleta Luan Niedzielski, do Figueirense, não poderia ter atuado pelo clube no dia 28/05/2013, partida contra o América-MG, válida pela Série B do Campeonato Brasileiro.
O documento foi elaborado pelo próprio dirigente e encaminhado para o procurador geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, Paulo Schmitt. Elíseo assume que o jogador estava irregular, já que atuou pelo Figueirense sem ter rescindido o seu contrato de empréstimo com o Metropolitano e que o sistema não acusou as irregularidades. A procuradoria ainda investiga o caso.
Um dos grandes questionamentos da CBF, porém, é sobre o vencimento do prazo para que o Icasa denunciasse a irregularidade. De acordo com o artigo 165 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), o Verdão do Cariri teria 60 dias para fazer a denúncia a partir da data da irregularidade, ou seja, deveria tê-lo feito até 28/07/2013.





































































































































