Homenagens e comoção marcam despedida de Djalma Santos
O jogador recebeu suas últimas homenagens em percurso de, aproximadamente, 1,5 quilômetro
A terra de adoção de Djalma Santos se despediu de um de seus filhos mais ilustres, nesta quarta-feira. O corpo do lateral-direito bicampeão mundial pela Seleção Brasileira (1958 e 1962) foi levado em cortejo pelas ruas da cidade de Uberaba.
Uberaba, MG, 24 (AFI) – A terra de adoção de Djalma Santos se despediu de um de seus filhos mais ilustres, nesta quarta-feira. O corpo do lateral-direito bicampeão mundial pela Seleção Brasileira (1958 e 1962) foi levado em cortejo pelas ruas da cidade de Uberaba, no Triângulo Mineiro, onde o craque foi velado e enterrado.

Após o velório, o caixão fechado foi levado ao carro do caminhão de Corpo de Bombeiros. Sobre o veículo, o jogador recebeu suas últimas homenagens em percurso de, aproximadamente, 1,5 quilômetro.
Um dos momentos mais emocionantes do cortejo foi quando o veículo parou em frente ao Estádio Engenheiro João Guido, o Uberabão. No local, o craque foi homenageado por crianças da escola de futebol do projeto “Bem de Rua Bom de Bola”, coordenado por Djalma entre os anos de 2001 e 2004.
Natural de São Paulo, Djalma Santos escolheu viver sua aposentadoria em Uberaba. No interior mineiro, tornou-se funcionário da Secretaria de Esportes, Lazer e Turismo. Por conta disso, a prefeitura local decretou luto de três dias pela morte do ex-jogador.
Após as várias homenagens, o corpo do ex-lateral de Portuguesa, Palmeiras e Atlético-PR foi enterrado no cemitério São João Baptista.
Mais de Djalma Santos
Djalma (que se chamava Dejalma) começou a carreira na Portuguesa, clube pelo qual conquistou duas vezes o Torneio Rio-São Paulo, em 1952 e 1955. Até hoje é o segundo jogador que mais vestiu a camisa lusitana.
Em 1959, já campeão do mundo com a seleção, se transferiu para o Palmeiras, onde marcou época, tendo atuado em 498 partidas (295 vitórias, 105 empates e 98 derrotas) e anotado dez gols. Conquistou o Campeonato Paulista de 1959, 1963 e 1966, a Taça Brasil de 1960 e 1967, o Torneio Rio-São Paulo de 1965 e Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1967.
Depois de quase 10 anos no Palestra Itália, encerrou a carreira no Atlético-PR, onde jogou por mais quatro anos, até os 42. O jogador, em mais de duas décadas jogando, nunca foi expulso de campo. Pela seleção, atuou em 110 partidas, tendo participado também das Copas de 1954 e 1966.





































































































































