Hoje no Noroeste, atacante precisou trabalhar na construção civil durante a pandemia
Sem futebol e sem ter dinheiro para colocar comida na mesa, passou a trabalhar com construção civil
Sem futebol e sem ter dinheiro para colocar comida na mesa, passou a trabalhar com construção civil
Bauru, SP, 24 (AFI) – O futebol brasileiro é rico em histórias de superação, como a de Fidel Rocha. Trabalhador e perseverante, o camisa 9 do Noroeste fez sua estreia no time no último sábado, contra o Comercial, pelo Campeonato Paulista Série A3. Foi muito elogiado pela crônica esportiva bauruense presente no Alfredão e a torcida que deu grande audiência na transmissão da FPF TV e nas rádios locais.
Fidel tem 27 anos, é um jogador de mobilidade e agradou o técnico Luiz Carlos Martins. Ele também ganhou o carinho e a confiança do grupo, sendo bem recebido. Em entrevista para a TV Norusca, o atleta se emocionou ao recordar da fase difícil dos últimos meses, antes de vir para o Noroeste.
SITUAÇÃO DIFÍCIL
Ele voltou para o Brasil após duas temporadas na Coreia, onde se destacou no Busan e no Ansan Greeners. Ao tentar acertar com um time do futebol de Alagoas, não conseguiu ser contratado devido a documentação que não foi liberada do outro lado do mundo.
Na sequência, veio a pandemia, o nascimento do filho e bateu o desespero. Sem futebol e sem ter dinheiro para colocar comida na mesa, passou a trabalhar com construção civil.
“NOROESTE É MEU RECOMEÇO”
Fidel compartilhou em entrevista à TV Norusca que no começo do ano foi impedido de jogar em um time de Alagoas, porque seu ex-clube na Coreia não o liberava, algo que o departamento de futebol do Noroeste conseguiu, via transferência Fifa.
“Sem a liberação, com o nascimento do meu filho e a pandemia, precisei ir trabalhar para colocar comida na mesa de casa. E toda vez que eu estava no caminhão eu olhava para o céu e pensava: Deus, se o senhor me deu esse dom do futebol, por favor, me dê só mais uma oportunidade”, comentou o jogador, que se emocionou durante a gravação.
Gilmar Minelli, um dos auxiliares do técnico Luiz Carlos Martins, conhecia o futebol de Fidel e o trouxe para ser avaliado pelo treinador. E o atacante agarrou a oportunidade e agradou a comissão.
MATAR DOIS LEÕES POR DIA
“Vim para Bauru e pensei: se antes eu matava um leão por dia, agora tenho que matar dois. E graças a Deus as coisas estão dando certo. Estou jogando o Campeonato Paulista pela primeira vez e fui muito bem recebido pelos jogadores e todos do clube. Já me sinto em casa. Sábado joguei bem, dei o meu máximo, assim como todos os meus companheiros deram também. A vitória não veio, mas virá na próxima”, disse o jogador.





































































































































