Heróis da conquista de 1964, jogadores da Portuguesa Santista destacam qualidade da equipe
Lio, Bába e Samarone, atletas da linha de frente da Portuguesa Santista em 1964 e 1965, lembram de detalhes do triunfo Paulista
Lio, Bába e Samarone, atletas da linha de frente da Portuguesa Santista em 1964 e 1965, lembram de detalhes do triunfo Paulista
Santos, SP, 06 (AFI) – Há exatos 50 anos, a Portuguesa Santista conquistava a Divisão Intermediária (atual Série A2) do Campeonato Paulista. A partida final, embora realizada em 1965, foi válida pelo campeonato de 1964. O jogo foi disputado contra a Ponte Preta, no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas. A Briosa venceu por 1 a 0, com gol do meio-campista Wilson Gomes, o Samarone, que mais tarde se tornaria ídolo do Fluminense.

Com o título, a Briosa conquistou vaga na Divisão Especial (atual série A1) do Campeonato Paulista de 1965. O time titular da final foi formado por Cláudio; Alberto; Adelson e Zé Carlos; Norberto e Osmar; Lio; Samarone; Valdir Teixeira; Pereirinha e Bába. Também fizeram parte do elenco os jogadores Nascimento; Jorge; Joaquinzinho, Azulado; Betinho; Valdir Castro; Cisca; Sérgio; Maravilha; Celso; Sílvio e Marçal. O técnico era Agenor Gomes, o Manga.
A Briosa disputou o Campeonato de 1964 apostando em jogadores da base e da região. O título daquela competição, conquistado em 7 de março de 1965, coroava não somente um time que em campo se destacava, mas um projeto de formação de elenco que se tornara característica da equipe santista.
“Eu não posso deixar de elogiá-la pelo trabalho que ela realizava à época na procura e descobrimento de talentos. Através dela eu pude realizar meu sonho de me tornar jogador de nível nacional”, lembra Samarone. O ex-meia da Portuguesa Santista seria o autor do gol que daria o título de campeã paulista à Briosa.
Jarbas Pereira dos Santos ficou mais conhecido como Bába. O ex-ponta-esquerda, que também iniciou carreira na Briosa, foi quem deu o último passe para que Samarone abrisse o placar da disputa contra a Ponte Preta. “Comecei na várzea de Santos, no XI Santista. O pessoal do Santos me chamou, fui treinar, a Portuguesa Santista também me viu, me chamaram e eu joguei lá muitos bons anos”, recorda Bába.
O então atacante Carlos Nascimento dos Santos, o Lio, artilheiro daquela competição, com 20 gols, era exceção à regra. Não era jogador da região, nem havia sido formado pela Briosa. “Eu vim do Fluminense de Feira de Santana, de 1961 para 1962”, lembra.
De poucas palavras, Lio prefere destacar o desempenho do time no Campeonato Paulista. “A campanha foi muito boa, porque a Portuguesa terminou o campeonato perdendo oito pontos e tomando oito gols (os números oficiais apontam que a Briosa levou sete gols na competição). O time estava preparado para ser campeão”, conta.
A fala de Lio foi endossada por Samarone: “tínhamos um ambiente maravilhoso, talento, individualidade e criação. Um conjunto em que não se sobressaía ninguém. Todos participavam. O time foi crescendo e íamos sentindo dia a dia, jogo a jogo, que era questão de tempo (conquistar o título). Era um time de muito talento”, conta Samarone.
“O pessoal entrava em campo achando que já era campeão. O Manga (técnico) só falava o suficiente”, conta Bába que, entre uma fala e outra, menciona jogadores que faziam parte do elenco para ilustrar a qualidade da equipe. “Samarone, Valdir Teixeira, Pereirinha, Bába… era o ataque. O grupo era muito bom”, conta.
A recepção feita ao elenco depois daquela partida ficou na memória dos jogadores e da imprensa que, à época, registrou o feito da Briosa. “Chegamos aqui (em Santos) era uma loucura, carro de bombeiros e tudo”, conta Lio. “A torcida tava esperando, fizeram uma recepção muito legal”, lembra Bába.
“Desde a entrada da cidade até Ulrico Mursa as manifestações foram grandes. Muita gente no estádio que, com os refletores ligados, iluminava toda a redondeza. A delegação foi ovacionada e recebeu todo o carinho da torcida. Foi um dos feitos mais bonitos da história da briosa”, rememora o jornalista Walter Dias, que narrou a partida pela Rádio Cacique.





































































































































