Herói relembra 'Dérbi do Século' e diz sonhar com retorno ao Guarani

Medina foi o entrevistado desta quarta-feira do programa 'Balançando a Rede', da Rádio Futebol Interior

Medina foi o entrevistado desta quarta-feira do programa 'Balançando a Rede', da Rádio Futebol Interior

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Campinas, SP, 29 (AFI) – O dia 29 de abril de 2012 ficou marcado na história do confronto entre Guarani e Ponte Preta. Considerado o “Dérbi do Século“, a partida da semifinal do Paulistão daquele ano terminou em 3 a 1 para os bugrinos, de virada, com gols do Caio, para a Macaca, Fábio Bahia e Medina, duas vezes, para o Alviverde.

Em entrevista ao programa ‘Balançando a Rede’, da Rádio Futebol Interior, nesta quarta-feira, o herói do duelo relembrou momentos e contou curiosidades que envolveram aquele dérbi decisivo.

HERÓI IMPROVÁVEL

Medina viveu um roteiro digno de cinema naquele dia. Ele conta que sequer seria relacionado para a partida pelo técnico Oswaldo Alvarez, mas entrou no lugar de um ídolo da equipe e cravou seu nome na história alviverde.

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Medina relembrou o “Dérbi do Século” no ‘Balançando a Rede’, da Rádio FI

“Hoje faz oito anos daquele jogo histórico, que ficou marcado na memória do torcedor bugrino. Tem a história de que eu não seria relacionado, e dois dias antes o Vadão acabou conversando com a comissão técnica e me levou para o jogo. Graças a Deus deu tudo certo, Fumagalli infelizmente machucou, mas pude entrar e ajudar o Guarani a sair com a vitória”.

O meia foi a campo ainda no primeiro tempo da partida. Jovem à época, ele relatou o nervosismo antes de substituir o camisa 10 do Bugre.

“No começo fiquei com um pouquinho de medo, você sendo jovem, com 22 anos, e entrar num clássico, ainda mais no lugar de um grande ídolo. Fiquei apreensivo quando o Vadão olhou para mim no banco e falou “Medina, aquece”. Vou confessar que na hora deu até um ‘gelo’. Mas dentro de campo busquei me manter tranquilo para desempenhar um bom futebol, e foi isso que aconteceu”, descreve.

CARINHO

Aos 30 anos, recém-completados no último dia 23, Medina diz ter o carinho do torcedor bugrino até hoje. Natural de Jaraguá do Sul (SC), ele conta que a partida marcou uma reviravolta também em sua vida pessoal.

“A torcida gosta muito, lembra (do dérbi), hoje recebi várias mensagens. A torcida tem gratidão, porque fazia muito tempo que o Guarani não tinha um jogo histórico assim, uma semifinal contra o maior rival. Fico feliz com o reconhecimento porque falo que aquele jogo mudou minha vida. Vim do sul de Santa Catarina e graças àquele jogo hoje moro em Campinas com a minha família”, disse.

RETORNO

Medina vestiu a camisa do Guarani pela última vez em 2014. Revelado pelo Avaí, ele acumula passagens por times como Potros-MEX, Náutico, Sampaio Corrêa e CRAC, seu último clube, pelo qual disputava o Campeonato Goiano deste ano antes da paralisação por conta da pandemia do novo coronavírus. Ele afirma que alimenta o sonho de voltar a vestir verde e branco e que “aprendeu a amar o Guarani”.

“Sonho talvez um dia poder voltar a jogar mais um jogo no Guarani. (Seria) Uma alegria para mim e para a torcida”, revelou.