Há seis jogos sem gols e fora da Libertadores, Cruzeiro tem estilo de Mano criticado

Postura extremamente defensiva rendeu críticas do atacante Fred após eliminação no Mineirão

Postura extremamente defensiva rendeu críticas do atacante Fred após eliminação no Mineirão

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Belo Horizonte, MG, 31 – O empate por 0 a 0 com o River Plate no Mineirão, na noite de terça-feira, e a eliminação nas oitavas de final da Copa Libertadores, em confronto definido na disputa de pênaltis, provocaram críticas ao estilo de jogo defensivo adotado pelo técnico Mano Menezes, ainda mais que o time completou a sexta partidas consecutiva sem marcar gols.

Em entrevista coletiva, Mano tratou de defender o seu trabalho e o estilo de jogo que vem adotando à frente do Cruzeiro.

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CAIU POR DETALHES
O treinador, inclusive, utilizou o jejum do time mineiro na Libertadores – o último título do clube no torneio foi em 1997 – para defender que a equipe caiu por detalhes, e não por pouco ter atacado o River Plate, como ocorreu na Argentina e em boa parte do primeiro tempo do confronto de terça no Mineirão.

“Em nenhum momento o Cruzeiro deixou de acreditar. O Cruzeiro lutou até o final dos 90 minutos para tentar fazer o gol. A derrota pode ser dura, triste, mas a gente não pode enganar o torcedor. Não se trata de estilo, de abdicar, de não querer”, comentou.

Mano Menezes defendeu estratégia de escalar três volantes diante do River Plate - Vinnicius Silva / Cruzeiro

Mano Menezes defendeu estratégia de escalar três volantes diante do River Plate

“O Cruzeiro já jogou, depois de 1997, quando conquistou o bicampeonato, 11 edições da Libertadores, nas quais se passaram oito treinadores diferentes.

Todos com estilos e maneiras diferentes de armar os times. E ninguém conseguiu ganhar”, emendou.

EXPLICAÇÕES

Mano defendeu a estratégia de escalar o Cruzeiro com três volantes – Ariel Cabral Lucas Romero e Henrique -, mesmo que a equipe precisasse vencer para avançar na Libertadores, pois Robinho não estava em condições de atuar por 90 minutos.

TENTOU SER OFENSIVO
O técnico destacou que tentou tornar o time mais ofensivo no segundo tempo, com as entradas do meia e de Fred, mas não foi suficiente para derrotar o River.

“Tínhamos algumas dificuldades na escolha da formação ideal, porque Robinho só tinha capacidade para 30 minutos, então a escolha foi pela formação que terminou o jogo lá, que deu um bom resultado.

Tão logo deu os 15 minutos do segundo tempo, tiramos um volante e botamos Robinho. Depois fomos um pouco mais com um homem de área, Fred. Críamos oito oportunidades, o River teve cinco. Não foi por falta de tentativa nem de esforço”, concluiu.

E AGORA?

Eliminado da Libertadores, o Cruzeiro agora vai tentar se recuperar no Campeonato Brasileiro. O time voltará a jogar no domingo, quando fará clássico com o Atlético Mineiro, no Independência, pela 13ª rodada.