Há 58 anos, Brasil vencia Espanha em jogo polêmico da Copa do Mundo
A partida contra a Espanha seria a terceira e última da fase de grupos da Copa do Mundo
A partida contra a Espanha seria a terceira e última da fase de grupos da Copa do Mundo
Campinas, SP, 06 (AFI) – 58 anos atrás: a Seleção Brasileira viveu uma das partidas mais emblemáticas de sua história. Em jogo emocionante e polêmico contra a forte seleção da Espanha, os brasileiros conseguiram vencer por 2 a 1 e se classificaram para a fase mata-mata, continuando sua campanha rumo ao bicampeonato da Copa do Mundo, em 1962.
Pré-jogo
A partida contra a Espanha seria a terceira e última da fase de grupos da Copa do Mundo. Após duas partidas disputadas, o Brasil se encontrava na liderança com uma vitória por 2 a 0 em cima do México e um empate sem gols com a Tchecoslováquia. Somando três pontos (na época, a vitória valia dois), a seleção só precisava de um empate para garantir a classificação.
Um dos agravantes do Brasil antes da partida foi a lesão de Pelé, ainda na segunda partida. Para o jogo decisivo diante dos espanhóis, o escolhido pelo técnico Aymoré Moreira foi Amarildo. A substituição motivou a frase do treinador da Espanha Helenio Herrera, que declarou “o Brasil fica muito fraco sem Pelé. Quem é Amarildo?”. Durante a partida, ele conheceria o jogador da pior forma possível.
Decisão
A Espanha contava com diversos craques do futebol mundial, naturalizando jogadores como José Emilio Santamaría, zagueiro uruguaio; Eulogio Martínez, atacante paraguaio, Alfredo Di Stéfano, atacante argentino que não chegou a jogar por conta de uma lesão, e Ferenc Puskás, atacante húngaro. Apesar do forte elenco, os espanhóis chegaram ao jogo precisando da vitória.
Necessitando pelo menos do empate para a classificação, o Brasil entrou em campo nervoso e sentindo falta de Pelé, sua grande estrela. Aos 35 minutos, Rodriguez abriu o placar para a Espanha em belo chute da meia-lua, que entrou no canto direito do goleiro Gylmar.
Pressionado, o Brasil também começou o segunda tempo jogando mal. A situação poderia se complicar mais ainda se o árbitro tivesse marcado um pênalti a favor da Espanha. Na ocasião, o jogador espanhol foi derrubado dentro da área por Nilton Santos, que em um lance de ‘malandragem’, deu dois passos para fora da grande área na tentativa de enganar o juiz. Deu certo.
Ainda no mesmo lance, outro perigo: Puskás cruzou e Peiró marcou um lindo gol de bicicleta. Novamente o árbitro viu uma irregularidade e anulou o gol –não ficou claro se por impedido ou jogo perigoso.
Após os dois sustos, o Brasil se animou. Tomando controle da partida, aos 27 minutos da etapa final, Amarildo recebeu uma bola cruzada de Zagallo e emendou de primeira um forte chute para vencer o goleiro adversário. Brasil empatava, 1 a 1.
Já na reta final da decisão, Garrincha fez linda jogada individual driblando dois marcadores, cruzou na cabeça de Amarildo, que marcou seu segundo gol e fechou a conta para o Brasil. 2 a 1, com dois gols de quem até então não era ‘conhecido’ pelo treinador Helenio Herrera. A vitória de virada garantiu a classificação brasileira, permitindo avançar até a conquista do até então bicampeonato mundial.
Ficha técnica:
Brasil 2 x 1 Espanha – Copa do Mundo – Primeira fase
Data: 06 de junho de 1962;
Estádio: Sausalito (Viña del Mar, Chile);
Público: 18.715;
Árbitro: Sergio Bustamante (Chile);
Auxiliares: Esteban Marino (Uruguai) e Jose Antonio Sundheim (Colômbia);
Gols: Adelardo (35’/1º tempo), Amarildo (27’/2º tempo) e Amarildo (41’/2º tempo).
Brasil: Gylmar; Djalma Santos, Mauro Ramos, Zózimo e Nilton Santos; Zito e Didi; Garrincha, Vavá, Amarildo e Zagallo. Técnico: Aymoré Moreira.
Espanha: Jose Araquistain; Rodrí, Echeberría e Gracia; Martín Vergés e Pachín; Enrique Collar, Joaquin Peiró, Ferenc Puskas, Adelardo e Francisco Gento. Técnico: Helenio Herrera.
Natanael Oliveira





































































































































