Há 50 anos o goleiro Gordon Banks praticou defesa impossível em cabeçada de Pelé

Há 50 anos o goleiro Gordon Banks praticou defesa impossível em cabeçada de Pelé

Há 50 anos o goleiro Gordon Banks praticou defesa impossível em cabeçada de Pelé

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Cada vez que a gente confere partidas da Seleção Brasileira por ocasião da conquista do tri, em 1970 no México, acaba se convencendo que o ex-volante Paulo Roberto Falcão tem razão quando cita que tecnicamente o selecionado de 1982 foi o melhor, embora tivesse sido eliminado pela Itália.

São circunstâncias inexplicáveis do futebol.

Quem pode rever nesta terça-feira aquela vitória brasileira por 1 a 0 sobre a Inglaterra, há 50 anos, constatou que seria natural os britânicos até vencerem, se aproveitassem chances criadas.

Se a Seleção de 70 desfrutava de jogadores talentosos como Pelé, Gerson, Jairzinho e Rivellino; igualmente contava com a eficiência do goleiro Félix, zagueiro Brito, lateral-esquerdo Everaldo e volante Clodoaldo.

Todavia, não nos esqueçamos que a escalação do improvisado Wilson Piazza na quarta-zaga foi uma temeridade. Em cima dele os ingleses criaram as melhores chances.

Temeridade desnecessária, pois na posição lá estava o saudoso Joel Camargo, titular absoluto durante as Eliminatórias, comandada por João Saldanha.

TOSTÃO E CARLOS ALBERTO

Zagallo, técnico brasileiro daquela Copa, demorou para substituir o atacante Tostão contra os britânicos, pois em duas partidas ele realizou apenas uma jogada produtiva, justamente aquela que resultou no gol contra os ingleses. Ele cruzou para o interior da área, a bola caiu no pé de Pelé, que sutilmente serviu Jairzinho. Aí a finalização foi certeira.

A nova geração, que não havia visto em campo o saudoso lateral-direito Carlos Alberto Torres, constata que ele não rendeu tudo que dele falavam.

E ainda há aqueles que o rotulam como lateral melhor de que Leandro, do Flamengo, que jogou a Copa de 82.

Ora, revejam jogos daquela Copa contra Tchecoslávia, Inglaterra e Itália, para que se comprove atuações em ritmo inferior às suas reais condições.

Torres ficou marcado pelo belo gol anotado na goleada por 4 a 1 sobre os italianos, na finalíssima, mas no geral não deve ser caracterizado como jogador de primeiro plano na conquista do tri.

GORDON BANKS

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Esse duelo de Brasil e Inglaterra ficou marcado pelo fato de o goleiro britânico Gordon Banks ter praticado a defesa mais difícil de todas as Copas, em cabeçada de Pelé.

No puro reflexo e agilidade, ele acompanhou a direção da bola no chão, saltou e rebateu.

Embora muito disputado, foi jogo marcado por incontáveis erros de passes e tolerância do juizão que poderia ter expulsado Carlos Alberto Torres após entrada violenta sobre o jogador Lee.

À época, a regra permitia recuo de bola ao goleiro, mas nem por isso havia abuso de cera.

Hábito de jogador brasileiro em tentativa de cavar pênalti foi notório através de Jairzinho e Pelé.

Também não havia desconto exagerado ao final de cada período. O juizão deu desconto de 28 segundos no primeiro tempo e 31 segundos após o tempo regulamentar.