Guto Ferreira não reclama da derrota da Ponte Preta, mas observa o "truque sujo" do Corinthians

Guto fez seu centésimo jogo pela Macaca e fez questão de lembrar também o “truque sujo” do Timão para superar seus adversários em casa: molhar o campo antes do jogo.

“Foi justo para o Corinthians que meteu a bola para dentro”, resumiu Guto Ferreira. Foi a maneira elegante que o técnico justificou a derrota da Ponte Preta para o Corinthians

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São Paulo, SP, 2 (AFI) – “Foi justo para o Corinthians que meteu a bola para dentro”, resumiu Guto Ferreira. Foi a maneira elegante que o técnico justificou a derrota da Ponte Preta para o Corinthians, por 2 a 0, nesta noite na Arena do Itaquera, pela 10.ª rodada do Campeonato Brasileiro. Ele completou seu centésimo jogo pela Macaca e fez questão de lembrar também o “truque sujo” do Timão para superar seus adversários em casa: molhar o campo antes do jogo.

“É uma estratégia, porque eles estão acostumados. O campo estava liso e mole, gerando uma grande insegurança dos nossos jogadores. Acho que só um jogador nosso trocou de calçado (chuteira) no primeiro tempo (a maioria colocou trava alta no intervalo). Acho que eles não molharam o campo no segundo tempo, daí o gramado ficou bom, por efeito da drenagem”, observou com inteligência. E criticou um gandula que “xingou nosso massagista”.

Jogadores da Ponte ficaram mais no chão que de pé no primeiro tempo com grama molhadíssima

Jogadores da Ponte ficaram mais no chão que de pé no primeiro tempo com grama molhadíssima

Ele completou 100 jogos no comando da Ponte Preta. Nas duas passagens (2012 a 2013 e a partir de 2014), ele tem um aproveitamento de quase 60%. São 50 vitórias, 25 empates e 25 derrotas.

GOL NO CONTRA-ATAQUE
O técnico pontepretano reconheceu que o seu time não foi bem no primeiro tempo, quando tomou um gol de contra-ataque, mas que criou muitas chances para empatar no segundo tempo “quando fomos incisivos e transformamos o Cássio no melhor homem em campo”.

“Não fomos bem no começo, quando sentimos o gramado e perdemos muito a segunda bola. Depois tivemos todas as condições para empatar, mesmo porque o segundo gol saiu nos acréscimos, já quando estávamos no tudo ou nada”, comentou.

Para ele, faltou mais do que sorte ao ataque:

“Faltou um pouco de tranqüilidade. Teve uma bola que faltou dominar e tirar do goleiro. Teve um chute do Gilson e outro do Paulinho, que deve ter sido a maior defesa do Cássio. O Diego Oliveira também teve uma chance de ouro”, lembrou.

MAIS OBSERVAÇÕES
Ferreira também repetiu várias vezes que “não estou reclamando de nada”, mas citou dois lances que considerou errados da arbitragem, mesmo reconhecendo que o árbitro não foi o “ato determinante para a derrota”.

“O Biro Biro roubou uma bola aqui na esquerda e foi derrubado. Não sei se foi pênalti, vocês da Imprensa é que podem dizer melhor. E teve um impedimento do Renato Cajá que ele reclamou e foi amarelado. Não quero ficar em cima do muro, mas não deu para eu ver direito o lance e não quero opinar”, concluiu.

No final, Guto Ferreira, ressaltou que o objetivo da Ponte Preta na competição “é permanecer na divisão e ficar entre os dez primeiros colocados”. Citou também que “é normal todo time sofrer baixas, por suspensão ou contusão, durante a competição”. Tanto que já deve ter três ou quatro baixas diante do Palmeiras, domingo, às 18h30, na Arena Pantanal, em Cuiabá (MT).

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