Guerra é guerra: Palmeiras promete passar por cima de tudo

São Paulo, SP, 15 (AFI) – Se fosse um filme de guerra, seria uma cena de muitos tiros, bombas e sangue. Foi o que fez o supervisor do Palmeiras, Toninho Cecílio, nesta terça-feira, que foi incumbido pela diretoria de dar entrevista coletiva no palestra Itália. Ele praticamente não parou de falar durante 15 minutos e prometeu que seu time “vai passar por cima de tudo, com muito trabalho e garra, para chegar à final do Paulistão”, superando o duelo com o São Paulo, domingo no Palestra Itália. Como perdeu por 2 a 1, uma vitória simples já serve para o Palmeiras.

”Não há mais perspectiva de se acreditar nos árbitros. Eu aprovei a lista dos 10 nomes, mas depois me arrependi, depois de tudo que aconteceu no Morumbi. Não vou ficar quieto e vou responder a cada provocação do Marco Aurélio Cunha, que promete ficar de olho no jogo de domingo. É bom mesmo, porque todos nós estamos de olho”, disparou.

Cecílio se mostrou ainda indignado com os lances desfavoráveis ao Palmeiras no primeiro clássico, principalmente na explicação de todos os envolvidos no lance de mão de Adriano, no primeiro gol sãopaulino.

”O Paulo César (Oliveira) disse que não houve intenção, a bandeira veio depois de um dia dizer que não viu nada e o coronel Marinho, que estava atrás do gol, também jura que não viu nada. Assim não. Errar é humano, mas tem que ter peito e coragem para assumir o erro”. Toninho ainda reforçou a sua tese sobre a bandeira Maria Eliza:

”É preciso ter sensibilidade para escalar e experiência para comandar uma decisão, de decidir um lance num clássico. Não é para qualquer um. Quando eu jogava ao tínhamos tantos erros e não acusa ninguém de falta de idoniedade, nem o coronel Marinho como também os juízes e bandeirinhas. Mas não se pode errar tanto”, enfatizou.

Mais justificativas
Cecílio fez questão de explicar que a revolta do Palmeiras se deve a tudo que o clube representa e ao trabalho existente no clube:

”Existe no Palmeiras firmeza em suas posições. Aqui tudo é fruto de planejamento e muito investimento. É um trabalho sério”.

Indagado pelos repórteres de que este discurso inflamado não poderia estimular a violência dos jogadores dentro de campo, o dirigente se eximiu:

”Este é um trabalho para o Vanderlei Luxemburgo (foto). Nós confiamos no nosso técnico e em nossos jogadores”, afirmou. Resposta parecida ele deu quando indagado sobre a falta de condições dos zagueiros pararem Adriano dentro de campo. A pergunta era direta para um ex-zagueiro, do próprio Palmeiras.

”Esta não é minha função aqui no clube. Mas reafirmo que confio em todos os meus zagueiros, respeitando o Adriano que é um jogador de qualidades, que disputou Copa do Mundo e tudo mais”.