Guarani 'vendeu' caro a derrota para o São Paulo

Tricolor vence por 3 a 2

Guarani 'vendeu' caro a derrota para o São Paulo

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Há derrotas que circunstancialmente têm que ser admitidas com naturalidade, como essa do Guarani para o São Paulo, por 3 a 2, na noite desta quarta-feira no Estádio do Morumbi, apesar de o adversário ter adotado equipe totalmente reserva.

O Guarani vendeu caro a derrota, sacramentada aos 39 minutos do segundo tempo, quando o lateral-esquerdo Bidu, adiantado, tomou bola nas costas, e pra variar o zagueiro Romércio, sem velocidade, não conseguiu acompanhar Victor Bueno na corrida, que, de frente para o gol, teve tranquilidade para chutar fora do alcance do goleiro Gabriel Mesquita.

ESCANTEIOS

Não bastasse ter dado padrão tático ao Guarani, priorizando a marcação e usando velocidade na transição ao ataque, o treinador Allan Aal ensaiou cobranças de escanteios no primeiro pau, que infernizaram a marcação do São Paulo nos primeiros 13 minutos.

São-paulinos bateram cabeça na primeira cobrança, mas se salvaram. Na segunda, aos nove minutos, após a bola tocar na canela do zagueiro Miranda se ofereceu para o bugrino Airton, que chutou forte e abriu o placar.

Depois, na repetição do expediente, o são-paulinos Liziero quase marcou contra na tentativa de interceptação, ao cabecear a bola para atrás, que se chocou no poste direito.

SÃO PAULO EMPURROU

Só depois disso o São Paulo acordou e empurrou o Guarani para o seu campo defensivo, com troca precisas de passes, embora lentas, a espera de brechas para completar jogadas.

Se Benitez teve chance e chutou para fora, em jogada de lucidez de Galeano pela direita, após passar pela marcação do lateral Bidu, saiu o cruzamento.

Aí, o lateral-direito Éder Sciola, no meio da área, perdeu a disputa pelo alto para Benítez, que cabeceou, o goleiro Gabriel Mesquita rebateu, e o ala são-paulino Wellington, livre de marcação, empatou a partida aos 44 minutos do primeiro tempo.

IGOR GOMES

Não houve mudança no panorama no início do segundo tempo, quando Igor Gomes, lançado na corrida, ganhou a disputa de Romércio, acionou Galeano, que driblou Bidu antes do cruzamento, para complementação de Igor Gomes, aos quatro minutos.

DAVÓ

O Guarani só voltou pro jogo quando Aal mexeu na equipe. Aos 16 minutos, Matheus Souza entrou no lugar de Júlio César e foi jogar pelo lado esquerdo.

Mudança prática foi a entrada de Davó, pelo lado direito, substituindo o já cansado Régis. Assim, Andrigo passou a organizar jogadas por dentro e por pouco o Guarani não empatou em finalização de Matheus Souza, com rebote do goleiro Lucas Perre, que Davó ainda acertou cabeçada, porém fraca.

Em seguida, aos 25 minutos, Davó fez jogada individual pela direita e Bruno Sávio, livre de marcação, na pequena área, apenas tomou para o gol: 2 a 2.

VICTOR BUENO

A persistência ofensiva do São Paulo foi premiada aos 39 minutos através de Victor Bueno, justamente ele que quatro minutos antes havia desperdiçado chance de ouro.

Como o Guarani não se dava por vencido, poderia ter empatado aos 42 minutos através de Bidu, que acabou travado por Galeano na hora ‘agá’.

ALLAN AAL

Quando o treinador Allan Aal lamentou falta de concentração defensiva do Guarani, como resultante da derrota, interprete mais como limitação técnica de Romércio que, sem velocidade, perdeu disputa em lances que originaram os dois últimos gols do São Paulo, o que reforça a tese de que o Guarani ainda precisa jogar atrás da linha da bola, ou buscar um zagueiro de mais recursos.

Afora isso, cobra-se de Bidu mais firmeza na marcação, a fim de que não seja envolvido, visto que os três gols do São Paulo tiveram jogadas com desdobramento pelo setor dele.

Também questionável tem sido a escalação do atacante Júlio César que, apesar de esforçado e de movimentação, tecnicamente pouco tem contribuído à equipe.