Guarani usa “guerra psicológica” para afastar Maxion de Campinas
Presidente Horley Senna pretende se reunir com representantes do Grupo Zaffari para demovê-los da ideia de entrar com recurso
Após conseguir vitória na Justiça com o cancelamento do leilão e o alinhamento da venda do Brinco de Ouro à Magnum, o Guarani aposta em uma “guerra psicológica” contra a Maxion.
Campinas, SP, 08 (AFI) – Após conseguir vitória na Justiça com o cancelamento do leilão e o alinhamento da venda do Brinco de Ouro à Magnum, o Guarani aposta em uma “guerra psicológica” para espantar a arrematante Maxion da briga. O clube esperar demover a empresa da ideia entrar com recursos para reaver a anulação do leilão.
Para dissuadir o Grupo Zaffari, grupo da qual a Maxion faz parte, de entrar com estes recursos, o presidente Horley Senna que o clima seria hostil em Campinas. Na visão dele, caso a Maxion consiga vencer os recursos, o “torcedor do Guarani não entraria no empreendimento que seria construído”. “E acredito que os torcedores do outro time da cidade também não entrariam”, completou.
Caso o Grupo Zaffari decida se manter na briga, a definição sobre o futuro do Brinco de Ouro poderia demorar anos. Com o ritmo da Justiça brasileira, há quem estipule até uma década de batalhas judiciais. Com a arrematante fora da disputa, a Magnum poderia otimizar a aquisição do terreno, bem como a construção da nova arena bugrina.
“Vou viajar para o Sul para falar pessoalmente com eles. Quero mostrar que não seria legal entrar aqui pela porta dos fundos. O Guarani é um clube centenário e nossa briga teve uma repercussão. Não acredito que eles revertam (sic), mas se acontecer como chegariam à cidade”, destacou Senna.
MAGNUM É A SALVAÇÃO?
O Guarani aposta todas suas fichas no negócio com a Magnum para solucionar seus problemas financeiros. Pelo acordo entre as partes, a empresa pagaria à vista as dívidas trabalhistas, que giram em torno de R$ 105 milhões e pagariam um aporte financeiro de R$ 350 mil mensais por 130 meses. Além disso, ajudariam o clube na construção de um estádio para 12 mil lugares, um CT e um clube social.
Todos estes valores seriam abatidos dos 14% do Valor Geral de Venda (VGV) do empreendimento que será construído no terreno. Contudo, ficam fora deste VGV as áreas do hotel e do shopping. Este é um ponto polêmico do negócio, já que não foi especificado o valor concreto de quanto serão estes 14%. Há apenas uma estimativa de que o VGV total (incluído hotel e shopping) possa chegar a R$ 2,3 bilhões.





































































































































