Guarani na trilha do renascimento; Ponte Preta busca afirmação

São ingredientes do reencontro dos velhos rivais campineiros após cinco anos

Guarani na trilha do renascimento; Ponte Preta busca afirmação

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Os cinco anos sem dérbi refletiram nesse alvoroço para o reencontro de Guarani e Ponte Preta no gramado, na noite deste sábado.

Se cotidianamente evito análise aprofundada sobre o pré-jogo, por julgá-lo mais achismo de que praticidade, é natural que em dérbi cabe-me uma ‘tucanada’, embora confesse antipatia pelo partido político, e por motivos óbvios.

Quem atribui favoritismo para quaisquer dos lados deve se mirar no apropriado exemplo de 1983, quando a Ponte Preta atuou com dez jogadores e venceu o Guarani com onze.

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Na postagem anterior foi citado que o então lateral-direito Édson Abobrão, da Ponte, acabou expulso com 40 segundos de partida, e a sua equipe ganhou aquele jogo por 1 a 0.

Cabe-me, então, mergulhar na alma do bugrino, pois enseja mais de que nunca a vitória, independente do adjetivo que a qualifique.

BUGRINO IRONIZADO

Por longos cinco anos o bugrino foi ‘esmagado’ e se viu indefeso.

Engoliu seco a ironia de um rival em reconhecida supremacia e rezou pela sobrevivência de seu clube.

Foi um susto aquela montanha de processos trabalhistas, ações judiciais de fornecedores e risco de fechamento das portas quando a empresa Maxion arrematou o Estádio Brinco de Ouro, no leilão de 2015, por R$ 105 milhões.

Se aquela receita seria incompatível para quitação de dívidas, como construir novo estádio ou arena?

Aí, bênçãos sobre o jurídico do Guarani foram derramadas e a situação revertida.

Com leilão anulado em primeira instância, tratativas de pagamento de dívidas trabalhistas ficaram atreladas ao Grupo Magnum, do empresário Roberto Graziano.

Aleluia! Foi a sobrevida do Guarani. A cor do dinheiro possibilitou que o clube tivesse um ‘norte’, e escapasse daquele terreno pantanoso.

O passo seguinte foi busca do resgate de sua história, com comemorados acessos de divisões em competições estadual e nacional.

Aí, o cabisbaixo bugrino recuperou a altoestima. Deu exemplo de como se abraça de vez o seu time. Respondeu a incrédulos com presença maciça nos jogos, independentemente do local.

PONTE OSCILA

A Ponte ainda sofre com o buraco provocado por gestores do futebol na temporada passada.

O tombo no orçamento desorientou os atuais dirigentes.

Com dinheiro contado e receio da reincidência de erros em contratações, houve equivocada aposta na garotada da base, que ainda carece ser lapidada.

Ultimamente, táxis começaram a estacionar quase diariamente nas portas do Majestoso trazendo jogadores, que supõem-se sejam reforços.

No tira e põe de boleiros da equipe, o treinador Doriva faz a necessária triagem para dar cara a um time há muito desconfigurado.

FLAMENGO

Se antes da partida diante do Flamengo a Ponte era oscilante, com alternância de atuações razoáveis a horrorosas, o fio de esperança de seu torcedor foi o rendimento da equipe na quarta-feira, com indício de futebol compactado e competitivo, apesar da derrota.

Ainda não se insere nesse contexto qualidade para criação de jogadas e aproveitamento em finalizações.

Enquanto isso não acontece, a palavra superação tem sido a mais ouvida pelas bandas do Majestoso.