O mercado de técnico está carente de bons valores. Os bons nomes, via de regra, estão empregados. O Guarani precisa ter opções.
Se o Guarani está de freio puxado com Matheus Costa, por que não recontratar Marcelo Fernandes? Mercado está bem carente.
Por ARIOVALDO IZAC
Campinas, SP, 19 (AFI) – O amigo Renato Baldin, companheiro de futebol varzeano de Campinas, em décadas passadas, me questionou para que indicasse um treinador de melhor capacidade que Matheus Costa para assumir o Guarani.
De certo, esta é uma pergunta que parte significativa da coletividade bugrina faz por aí.
Faço uma reflexão e observo treinadores que se encaixariam bem no Guarani – na hipótese da não continuidade de Matheus Costa – e vejo que estão empregados.
Seriam os casos de Cláudio Tencati (Botafogo de Ribeirão Preto), Eduardo Baptista (Criciúma), Daniel Paulista (Goiás) e Thiago Carpini (Fortaleza).
Ora, diante do cenário, caberia aos cartolas do Guarani admitirem a besteiras que fizeram na precipitada demissão do treinador Marcelo Fernandes e o reconduzirem ao comando do futebol do clube.
CUSTO MENOR QUE DIEGO TORRES
Com certeza, o custo salarial com Marcelo Fernandes seria significativamente inferior aos R$ 130 mil de mês pagos ao meia Diego Torres.
Marcelo Fernandes deu mostras, na passagem pela Ponte Preta, que do limão com pouco caldo é possível fazer uma limonada.
A rigor, quando essa cartolada do Guarani ainda ventilava a possibilidade da contratação de Diego Torres, fui o único cronista de Campinas a citar que certamente haveria arrependimento.

Por que tamanha confiança na posição?
Porque o Diego Torres que estavam imaginando não era o mesmo de 2022, no CRB, marcado como condutor de bola que infiltrava-se em defesas adversárias, além da visibilidade para passes que visavam o complemento de jogadas dos centroavantes.
Nas passagens dele pelo Novorizontino, Amazonas e Vila Nova nem de longe lembrou aquilo que havíamos visto no CRB.
RESTRITO À BOLA PARADA
A exemplo do Guarani, nos últimos quatro anos manteve apenas a aptidão para bater bola em cruzamentos, quer nos escanteios, quer nas cobranças de faltas.
Convenhamos: aquém das necessidades de um meia.
A única pessoa de Campinas que fez questão de comungar de minha opinião, e me telefonou pra dizer isso, foi o ex-presidente do Guarani Beto Zini.
E por que ele assim agiu?
Porque assiste o maior número possível de jogos e tinha verificado essa decadência de Torres.
Portanto, uma ‘carta marcada’ que não traria o retorno que supunham, e agora precisam ficar à espera de eventuais interessados, com tendência de esbarrar no salário.





































































































































