Guarani faz uma das melhores partidas na vitória sobre o Coritiba

Além da forte marcação, time criou chances para ampliar a vantagem por 2 a 1

Guarani faz uma das melhores partidas na vitória sobre o Coritiba

Na postagem abaixo, a discussão é sobre o comando da Seleção Brasileira ter ignorado que estatura de jogador faz diferença em Copa do Mundo. No áudio atualizado de Memórias do Futebol, história do então lateral Júnior, hoje comentarista de televisão.

Acreditem: no processo de remontagem durante o Campeonato Brasileiro da Série B, o Guarani mudou pra melhor. Na vitória por 2 a 0 sobre o Coritiba, na noite desta segunda-feira em Campinas, ele realizou senão a melhor, uma das melhores partidas da competição.

Quem precipitadamente alardeou que o time perderia a voluntariedade na cabeça da área com a saída do volante Baraka, agora confere a vantagem com a entrada de Willian Oliveira, que marca e passa a bola melhor que o antecessor.

Escalação de três volantes fortaleceu sobremaneira a entrada da área defensiva do Guarani, principalmente contra adversário sem velocidade para jogadas de penetração, como o Coritiba.

Alternadamente Ricardinho e Denner ser aproximaram bastante da área adversária, dando volume de jogo ao Guarani.

Assim, bem determinado, a equipe permitiu que em apenas três lances o Coritiba ameaçasse pra valer, apesar de ter sofrido pressão com seguidos chuveirinhos.

Primeiro em cabeçada no chão de Simão defendida pelo goleiro Oliveira. Depois o lance do gol de empate em que o volante Denner vacilou e perdeu a disputa para Guilherme Parede no cabeceio, aos 43 minutos. Logo em seguida, o próprio Guilherme, em contra-ataque, poderia ter concluído, mas optou pelo passe e errou. E isso apenas no primeiro tempo.

GOLS RELÂMPAGOS

O jogo ficou típico para o Guarani porque nas duas vezes em que esteve à frente do placar os gols ocorreram logo início de cada fase.

Primeiro em perfeita cobrança de falta através do lateral-esquerdo Pará, aos três minutos. Depois do intervalo, em cabeçada do atacante Bruno Mendes após cobrança de escanteio de Pará, aos dois minutos e trinta segundos.

Esses gols relâmpagos obrigaram o time coritibano a se expor e deixar espaços para que o Guarani optasse por jogadas rápidas em contra-ataques, explorando a lenta defesa adversária.

Assim, ocorreram oportunidades reais para construção de placar bem dilatado. Denner, por exemplo, chutou pra fora na cara do gol, assim como exigiu defesas de Wilson em cabeçada e chute.

O goleiro também pegou bola testada por Willian Oliveira, enquanto os bugrinos Bruno Mendes e Matheus Oliveira também tiveram chances não concluídas.

DEFESA

Apesar de algumas indefinições do zagueiro Édson Silva, os demais defensores corresponderam.

Pará entrou em forma e já marcou melhor, como igualmente se atirou mais ao ataque. Kevin ainda tem dificuldade na marcação, mas com a bola nos pés nada fica a dever ao antecessor Lenon.

Quem se encaixou no time foi o meia-atacante Matheus Oliveira, que, em vez da individualidade de Bruno Nazário, procura somar mais para o conjunto e arrisca chutes de longa distância.

Quando ao Coritiba, a amostragem é que seu treinador Eduardo Baptista monta equipes lentas e previsíveis, com o rótulo de rodar a bola a procura de brechas para penetração.