Guarani faz 98 anos e só pode comemorar o passado
Campinas, SP, 02 (AFI) – O Guarani completa nesta quinta-feira 98 anos e as comemorações são apenas pelas conquistas passadas já que neste século o torcedor bugrino tem sofrido muito, limitando-se a comemorar realizações secundárias, como os acessos no Campeonato Paulista da A2 em 2007 e no Campeonato Brasileiro da Série C em 2008. Para completar, no dia de seu aniversário, o Guarani corre o risco de estar virtualmente rebaixado no Campeonato Paulista da A1, tendo o pior time de sua história.
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O mais grave é que não há perspectiva positiva, com o presidente Leonel Almeida Martins de Oliveira tendo como única proposta para os problemas do clube a simplista solução da venda do lendário estádio Brinco de Ouro e, ainda assim, através do “flex” Luiz Carreira Torres, que ora se apresenta como oposição à atual diretoria e ora se diz defensor da camarilha que hoje administra o Guarani, tornando a transação da venda do Brinco de Ouro ainda mais nebulosa.
Desde quando foi fundado, no dia dois de abril de 1911, um belo domingo de sol, o Guarani foi o clube do interior que mais cresceu e hoje é detentor das maiores conquistas e da maior torcida do interior brasileiro.
Do acesso à primeira divisão em 1949, passando pelos times intermediários dos anos 1950 e 1960, o Guarani chegou à década de 1970 com contratações faraônicas e revelação de grandes jogadores, cedendo vários craques para a Seleção Brasileira, culminando com a conquista do título de campeão brasileiro em 1978.
O sucesso continuou nos anos 1980 e 1990, com a formação de grandes times e maravilhosas campanhas, apenas com alguns momentos de tristeza, como a ida para a Série B do Campeonato Brasileiro em 1987, mesmo tendo sido vice-campeão brasileiro no ano anterior. O rebaixamento em 1989, também no Campeonato Brasileiro, foi outra marca negativa, mas o acesso veio rapidamente em 1991.
Nos estaduais, o Guarani foi o único time do interior que nunca havia sido rebaixado, apesar de ter namorado com a segunda divisão nos anos 1980. Depois, superou e foi vice-campeão paulista em 1988. Mas bastou a virada do século para o Guarani entrar em depressão com seguidos rebaixamentos, alguns que sequer se efetivaram, como no Campeonato Paulista de 2.001 e no Torneio Rio-São Paulo de 2.002.
Um momento de reflexão…
O importante, neste momento que o Guarani completa 98 anos, é que a sociedade campineira e, principalmente a coletiva bugrina, refleti e tenha ciência de quem é e do mal que representam para os destinos do clube o atual presidente Leonel Martins de Oliveira e sua camarilha formada, entre outros, por José Vitorino dos Santos, Jurandir Assis e Diamantino Mendes. São os mesmos que nos anos 1970/1980 tiraram proveito do clube para projetos e planos pessoais.
Mal ou pouco informada, ou sem memória e sem conhecimento dos fatos, a imprensa e a torcida bugrina ficam iludidas com Leonel Martins, pensando tratar-se de uma pessoa digna, correta e bom administrador. Mas os fatos levarão a história apontar Leonel Martins de Oliveira como o pior e mais hipócrita presidente do Guarani de todos os tempos.
Como todos os hipócritas e oportunistas, Leonel Martins gosta de mostrar-se o que não é e, o mais grave, consegue iludir várias pessoas de bem.
Leonel Martins foi presidente do Guarani nas décadas de 1970 e 1980 e, após quase 20 anos, voltou ao clube em maio de 2.006, após renúncia de José Luiz Lourecentti. Leonel Martins chegou com discurso revanchista, moralista, austero e de esperança. Nada do que prometeu, cumpriu. O mais curioso é a desfaçatez de Leonel Martins que apoiou, foi fiel conselheiro e até foi homenageado por José Luis Lourencetti.
É fundamental que as pessoas de bem e que tem amor pelo Guarani, saibam que Leonel Martins de Oliveira nunca foi um bom administrar tendo deixado o clube arrebentado financeiramente para Ricardo Chuffi, no final de 1977, em razão de contratações faraônicas como Flecha, Brecha e Campos e, depois, em janeiro de 1988, voltou a entregar o Guarani sem um centavo em caixa para Beto Zini, além de vários processos trabalhistas.
No futebol, Leonel Martins não conquistou nada de relevância e, bastou deixar o clube, para que houvesse uma grande conquista, como o Campeonato Brasileiro de 1978. No aspecto patrimonial, todas as grandes obras bugrinas não foram sob a gestão de Leonel Martins.
Na década de 1970, Leonel Martins era um civil a serviço do governo que batia, torturava e arrebentava a população, tendo quase sido candidato a prefeito de Campinas em 1976 pela ARENA, partido que defendia a ditadura e seus métodos. Mesmo não sendo candidato, colocou o Guarani a serviço da ditadura militar, mandando cartas, em papel timbrado do Guarani, pedindo votos para aqueles que defendiam o regime da truculência, causando desconforto entre os bugrinos, até porque o Deputado Chico Amaral, bugrino histórico, era o candidato pelo MDB, partido que defendia a liberdade e a democracia.
Compromissado com os ideais fascistas, Leonel Martins gostava de pedir a cabeça de mandar bater e pedir a demissão de jornalistas e, agora, mais de 30 anos depois, Leonel Martins continua igual a ponto de andar com capangas e ter sócios sendo ameaçados dentro do Guarani pelo simples fato de contestação a sua gestão.
A imagem de bom administrador é outra falácia. Leonel Martins nunca soube administrar seus negócios particulares e muito menos o do Guarani, tanto é que quando voltou ao clube, em maio de 2.006, ele estava “quebrado”, vivendo de uma pequena e misteriosa fazenda no interior de Goiás e da agiotagem de dinheiro. Nestes quase três anos de Guarani, não há nada de diferente administrativamente no Guarani, que continua sendo gerido tal qual era pelo antecessor José Luis Lourencetti.
Leonel Martins continua administrando com os mesmos vícios, fazendo o Guarani ter rendas penhoradas, conduzindo irresponsavelmente os processo judiciais, transações misteriosas de atletas, perda do passe de revelações como Talles e Éder, além de fazer o futebol ser motivo de chacota dos rivais com contratações risíveis como Carlos Gainette (treinador), Marcelo Peabiru, Tuta, Maxsandro, Bruno Prandi, Selmir, Márcio Angonese, Augusto, Santos, Wagner e, neste ano, Maurício, Plínio, Edson, Rafael Fefo, Chiquinho e muitos outros. E, em menos de três anos de administração, Leonel Martins já levou o Guarani a dois rebaixamentos.
No social, a situação é pior ainda, não havendo qualquer patrimonial no clube, que tem hoje menos de 500 sócios pagantes, além de não haver qualquer trabalho para que novos sócios sejam conquistados.
No atual estágio que está o Guarani, o único motivo de comemoração seria que Leonel Martins de Oliveira e sua camarilha deixassem o clube e nunca mais voltassem. Pelo menos neste século.





































































































































