Guarani demite quarto técnico na gestão Rômulo Amaro; Veja números
Das saídas na atual administração, duas foram demissões e duas aconteceram por término de contrato sem renovação
Com cinco técnicos em aproximadamente 16 meses, o Guarani registra uma troca a cada 13 partidas, em média
Campinas, SP, 27 (AFI) – O Guarani volta a mudar o comando técnico e amplia a instabilidade no futebol desde que Rômulo Amaro assumiu a gestão do clube, em outubro de 2024. Com a saída de Matheus Costa, o Bugre chega ao quinto treinador no período — nenhum deles conseguiu ultrapassar a marca de 20 partidas à frente da equipe.
Matheus foi justamente quem mais se aproximou desse número. Ele fechou a passagem com 20 jogos, somando oito vitórias, sete empates e cinco derrotas, desempenho de 51,5%. Apesar de ter levado o time ao quadrangular decisivo da Série C, não obteve o acesso.
Em 2026, o Guarani ainda disputou vaga nas quartas de final do Paulistão até a rodada final e acabou eliminado da Copa do Brasil pelo Castanhal, nos pênaltis. O contrato terminaria no fim de março, mas a diretoria decidiu não renovar.

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TROCAS DE COMANDO
A rotatividade começou ainda com Allan Aal, que já ocupava o cargo antes da efetivação de Rômulo Amaro na presidência. Ele permaneceu até o rebaixamento na Série B de 2024. Considerando apenas o período sob a nova gestão, comandou o time em nove jogos, com duas vitórias, dois empates e cinco derrotas — aproveitamento de 30%.
Para a temporada seguinte, Maurício Souza foi escolhido como aposta para iniciar 2025. A trajetória durou 14 partidas, com três vitórias, quatro empates e sete derrotas (31% de aproveitamento). A demissão ocorreu logo nas primeiras rodadas da Série C.
Na tentativa de reação, Marcelo Fernandes assumiu a equipe. Em 11 jogos pela Série C, obteve quatro vitórias, quatro empates e três derrotas, alcançando 48,5% de rendimento. Mesmo com números superiores aos antecessores, a mudança foi realizada em busca de novo fôlego na reta final da competição.
ALERTA LIGADO?
Com cinco técnicos em aproximadamente 16 meses, o Guarani registra uma troca a cada 13 partidas, em média. Em termos de calendário, a alteração ocorre a cada quatro meses. Das saídas na atual administração, duas foram demissões e duas aconteceram por término de contrato sem renovação.
A reformulação não se limita ao banco de reservas. O executivo de futebol Farnei Coelho também deixou o clube, reforçando a ideia de reestruturação interna.
O próximo treinador terá como missão principal dar estabilidade ao projeto e superar a barreira dos 20 jogos — algo que não acontece desde Umberto Louzer, que comandou o time em 32 partidas entre a Série B de 2023 e o Paulista de 2024.
Retrospecto dos técnicos na gestão:
- Allan Aal: 9 jogos na gestão atual (20 no total), 2 vitórias, 2 empates e 5 derrotas – 30%.
- Maurício Souza: 14 jogos, 3 vitórias, 4 empates e 7 derrotas – 31%.
- Marcelo Fernandes: 11 jogos, 4 vitórias, 4 empates e 3 derrotas – 48,5%.
- Matheus Costa: 20 jogos, 8 vitórias, 7 empates e 5 derrotas – 51,5%.
PRÓXIMO DESAFIO
Eliminado da Copa do Brasil, o Guarani agora direciona toda a atenção para a Série C. A estreia está prevista para a primeira semana de abril, fora de casa, contra o Maranhão, em mais uma tentativa de reconstrução no cenário nacional.





































































































































