Guarani construiu uma identidade para se recuperar na Série B
Guarani construiu uma identidade para se recuperar na Série B
Guarani construiu uma identidade para se recuperar na Série B
Como o Guarani engatou mais uma vitória nesta fase de recuperação neste Brasileiro da Série B, e contra um dos favoritos ao acesso – caso do Atlético Goianiense – de certo você, bugrino, até questiona conceitos da mídia em geral, que cobrava reforços como única forma de o time escapar do risco de rebaixamento.
Pois é, a imprevisibilidade do futebol – principalmente com a pobreza técnica desta Série B – provoca esse ioiô.
Quem diria que o Londrina, antes cotado como perseguidor do G4, fosse derrapar e se aproximar da zona da degola?
E a disparada do América Mineiro, que de lanterna nas primeiras rodadas hoje não se descarta a possibilidade de alcançar o acesso?
CARPINI
O ajuste do Guarani começou pela ascendência do treinador interino Thiago Carpini sobre o elenco, ‘vendendo’ um projeto supostamente desacreditado pela maioria, mas com capacidade de persuasão sobre o grupo de jogadores.
Primeiro a triagem para se apurar qual o material humano mais adequado pra ser colocado em campo, sem aquele entra e sai intranquilizante de comandantes antecessores.
Segundo passo foi compactar a equipe e optar inicialmente pelo passe curto, mesmo que lento, porém evitando-se erro, principalmente na infrutífera bola alongada.
Sem a bola, o Guarani chegou à adoção até do esquema 4-6-0, quando a situação exigia, já com os atacantes Michel Douglas e Davó incorporados aos volantes para que fosse fechado o máximo possível os espaços do adversário.
Com a bola, a equipe foi criando confiança gradativamente, para levá-la ao ataque. Aí acreditou-se que em uma ou outra espetada a jogada pudesse ser definida com sucesso, até que o repertório fosse ampliado com jogadas pelas beiradas do campo e a individualidade de Davó.
LUCAS CRISPIM
Claro que a efetivação do voluntarioso Lucas Crispim colaborou bastante para o crescimento de produção da equipe. O meia Artur Rezende deixou o comodismo de querer jogar com a bola nos pés para também se transformar em jogador de pegada.
Tudo isso foi dando liga até que o time fosse coroado com esta maiúscula vitória por 2 a 0 sobre o Dragão, em Campinas, que a rigor poderia ter sido ampliada não fossem mais duas chances reais de gols criadas e não convertidas, uma dela com bola na trave do goleiro Koslinski, após cobrança de falta do lateral-esquerdo Tallyson e desvio em um jogador.
DRAGÃO SUBESTIMOU
A rigor, como se diz na gíria do futebol, o Atlético Goianiense chegou ao Brinco de Ouro ‘cheio de perna’, tocando a bola até descompromissadamente, projetando que pudesse ditar o ritmo e vencer a partida quando bem entendesse.
Nem quando sofreu o gol de cabeça de Lucas Crispim, aos dez minutos, quis demonstrar que não havia se perturbado e não modificou o estilo.
Nesta segunda-feira, o Dragão trocou a habitual competitividade por buracos exagerados no meio de campo, visto que não havia recomposição de seus atacantes de beirada Mike e Reginaldo, que igualmente nada conseguiam de prático no ataque. E piorou com a entrada do individualista Jairinho no lugar de Reginaldo.
Disso o Guarani se aproveitou para se impor de vez na partida, até que aos 32 minutos, em rápida escapada pela esquerda, Davó colocou Crispim na cara do gol com toque genial, e aquele 2 a 0 no placar fazia justiça, até porque o Dragão sequer havia ameaçado a meta bugrina naquele período, como também não exigiu que o goleiro Klever praticasse uma defesa difícil sequer no segundo tempo.
DESGASTE
Se é que se pode fazer uma ressalva no time bugrino, é o desgaste até exagerado de alguns jogadores durante o primeiro tempo, por correrem demais. Isso resulta implacavelmente em queda de rendimento físico na sequência.
Na partida, há possibilidade de algum ajuste com as três substituições permitidas, mas é nítido que mais jogadores não suportam a carga até o final devido à correria.
Contra o Brasil de Pelotas isso foi flagrante. Diante do Dragão, como o Guarani já teve mais posse de bola, o problema foi pontual em alguns jogadores, que independe da metodologia aplicada na preparação física.
De qualquer forma, é um conceito de Carpini pra se construir o resultado e posteriormente procurar alternativas para administrá-lo.





































































































































