Guarani 3 x 3 Mogi Mirim - Sapão abriu 3 a 0, mas Bugre buscou o empate e Rivaldo deu baixaria no final do jogo
O Guarani ainda sonha com o G4 e está distante da degola, enquanto o Mogi antecipou sua vaga na segunda fase da Série C
No final do jogo, Rivaldo, presidente do Sapão, invadiu o campo para reclamar da arbitragem com boné na camisa e pinta de boleirão.
Americana, SP, 21 (AFI) – O Guarani conseguiu um empate com o Mogi Mirim, por 3 a 3, que teve sabor de vitória, neste domingo, pela 16.ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série C. Isso porque o time de Campinas perdia por 3 a 0, mas recuperou-se e chegou à igualdade aos 50 minutos do segundo tempo. E deixou o Guarani com 20 pontos, em oitavo, ainda coma chances de lutar por uma vaga no G4 e com chances mínimas de ser rebaixado no Grupo B. No final do jogo, Rivaldo, presidente do Sapão, invadiu o campo para reclamar da arbitragem com boné na camisa e pinta de boleirão.
Este resultado classificou o Mogi Mirim, com 28 pontos, na vice-liderança, atrás do Tupi, com 30 pontos. O Sapão tem mais vitórias que seus concorrentes dentro do Grupo B. A equipe carimbou a vaga, pois não pode ser ultrapassado no número de vitórias por nenhum dos times que estão fora do G4, restando apenas dois jogos, apesar de poder ter o número de pontos igualado.
O jogo foi disputado no Estádio Décio Vitta, em Americana, porque o Brinco de Ouro está ainda interditado por falta de segurança. E teve a transmissão da Rádio Futebol Interior, com narração de Vagner Alves, Rodolfo Leme nos comentários e Thiago Farias nas reportagens.
APAGÃO DO BUGRÃO
Na estreia do técnico Marcelo Veiga não faltou disposição por parte dos jogadores. Mas o time sofreu um apagão no começo do jogo, a ponto de sofrer três gols. Apesar de armado com dois volantes, o time de Campinas se perdeu na marcação e sofreu gols bobos. Depois teve que correr atrás do prejuízo.
O primeiro gol saiu numa bela cobrança de falta do lateral Valdir. Na frente da área, ele encobriu a barreira e mandou a bola no ângulo, aos sete minutos. O segundo saiu num contra-ataque aos 12 minutos. O Mogi desceu em alta velocidade e Maicon, dentro da área, chutou forte. O goleiro Wanderson deu rebote e, meio sem querer, Everton Heleno completou para as redes. A bola bateu no corpo dele.
Se a situação já estava preta (sem racismo…) ficou pior aos 22 minutos quando saiu o terceiro gol. Éverton Heleno matou no peito o cruzamento da esquerdo e arriscou o chute. A bola quicou e enganou o goleiro Wanderson, que estava encoberto e demorou para cair na bola. Falhou, mas tem crédito pela boa campanha na Série C.
REAÇÃO RÁPIDA
Como que de repente, o Guarani acordou. Aos 24 minutos, Fumagalli levantou na área e Silas cabeceou nas costas dos defensores. A bola entrou no canto do goleiro Mauro. A pressão continuou e o zagueiro Tiago Bernardi diminuiu aos 30 minutos. Fumagalli cobrou falta na intermediária em direção ao gol. Bernardi desviou de abeca e a bola entrou rasteira: 3 a 2.
No final do primeiro tempo, o Mogi ficou com um jogador a menos pela expulsão de Willian Popp, que recebeu o segundo cartão amarelo.
O segundo tempo foi todo de pressão do Guarani, mas na raça do que na técnica. O Mogi Mirim só ficou tocando a bola, catimbando em excesso para deixar o tempo passar. Aos 23 minutos, Thiago Carpini, volante do Guarani, também foi expulso, deixando os dois times com o mesmo número de jogadores.
No final do jogo acabou castigado, porque o juiz aumentou de três para cinco minutos de acréscimos.
Daí saiu o gol. Na frente da área, Fumagalli ajeitou a bola no peito e bateu cruzado no canto direito do goleiro Mauro. Em seguida, o juiz acabou o jogo.
PROTESTOS SEM RAZÃO
Houve protestos dos jogadores do Mogi e de membros da comissão técnica após o apito. Eles invadiram o campo e se dirigiram ao trio de arbitragem de forma ríspida, reclamando do tempo regulamentar dado pelo árbitro. Não bastasse isso, de repente, Rivaldo, pentacampeão mundial, e presidente do Sapão, resolveu invadir o campo para falar com o trio de arbitragem.
Rivaldo estava vestido bem a caráter de um boleiro. De camiseta apertada, calça e um boné na cabeça. Pelos gestos, não gostou do que viu e pode ter xingado o árbitro Márcio Henrique de Góis, que deve relatar tudo na súmula.
Na saída de campo, vários jogadores e da comissão técnica do Mogi Mirim desceram para os vestiários fazendo gestos com as mãos como se fossem roubados em direção à torcida do Guarani. O fato foi bastante criticado pela Imprensa, especialmente pela equipe da TV Brasil Canal 5, que transmitiu o jogo para todo o país.
PRÓXIMOS JOGOS
Na próxima segunda-feira, às 19 horas, o Guarani vai enfrentar o Caxias, na cidade gaúcha de Caxias do Sul (RS). No mesmo dia e horário, o Mogi Mirim vai enfrentar o Macaé, em casa, no interior paulista.





































































































































