Guarani 3 x 1 Ponte Preta - Herois improváveis levam Bugre à decisão do Paulista

Fábio Bahia e Medina, duas vezes, marcaram os gols da vitória

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Campinas, SP, 29 (AFI) – Um conquista é valorizada ainda mais quando é feita por herois improváveis. Nem o mais otimista torcedor do Guarani acreditaria que Fábio Bahia e Medina se destacariam sobre os destaques do elenco como Fabinho e Fumagalli e seriam os dois principais responsáveis pela classificação à final do Campeonato Paulista e pela vitória do Bugre sobre a maior rival, Ponte Preta, por 3 a 1, de virada, no Estádio Brinco de Ouro, em Campinas, pela semifinal do Paulistão.

A Ponte Preta tentou utlizar a estratégia do jogo contra o Corinthians, mas não estava numa noite inspirada, mesmo assim, sempre que trocava passes no campo de ataque levou perigo ao gol defendido por Emerson. A equipe saiu na frente com Caio, mas recuou no segundo tempo e viu o Guarani crescer e chegar à virada com Fábio Bahia e Medina, duas vezes..

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O volante foi um dos principais destaques do Guarani no Paulistão, mais pela destruição de jogadas do que pela construção. Já Medina tem uma verdadeira história de Cinderelo, apelido que boxeador americano James Braddock, que era sparring e estivador antes se tornar campeões dos pesados na década de 30. Com apenas 22 anos e com poucas oportunidades desde que chegou ao Bugre, ele entrou no lugar do craque do time, Fumagalli, no primeiro tempo, e se tornou o principal personagem do jogo.

O Guarani terá como adversário na decisão o Santos, que derrotou o São Paulo, por 3 a 1, no Estádio do Morumbi, em São Paulo. A decisão deve começar no próximo domingo, com a primeira partida sendo realizada no Estádio Brinco de Ouro, pois o time teve campanha pior que o rival na primeira fase.

O Guarani retorna a uma decisão de Campeonato Paulista há 24 anos. A última vez que disputou o título foi em 1988, contra o Corinthians, mas um gol de Viola, no Brinco de Ouro acabou com o sonho da conquista do título inédito.

O jogo
Em um jogo como o dérbi, com uma rivalidade histórica e valendo vaga na final do Paulistão, qualquer vantagem era importante. Por isso, tanto Gilson Kleina quanto Vadão surpreenderam nas escalações. No Guarani, o zagueiro Everton Páscoa foi escalado para substituir Willian Favoni suspenso e vigiar de perto Renato Cajá.

Pelos alvinegros, Rodrigo Pimpão foi para o jogo no lugar de Cicinho, que também estava fora pelo terceiro amarelo. Numa formação mais ofensiva, diferente da que estava sendo utilizada. As escalações acabaram não influenciando em nada aspecto das equipes dentro de campo.

O Guarani ficava mais com a bola e tentava valorizar a posse dela, mas encontrava a equipe da Ponte Preta bem fechada no campo de defesa. O lado direito do Bugre, nas costas de Uendel, era o caminho mais procurado pelo donos da casa. Em cruzamentos por este setor, os mandantes ficaram próximos de abrir o placar, com Danilo Sacramento e Fábio Bahia, mas o goleiro Bruno, às vezes de forma desconcertada, conseguia evitar.

Principalmente após a saída do meia Fumagalli, principal articulador do Bugre, que deixou o gramado com dores no tornozelo esquerdo, a bola área virou a principal arma do Guarani. Aos 35 minutos, Domingos teve a chance de abrir o placar, após cobrança de escanteio, mas acabou errando o alvo, com o goleiro Bruno vendido no lance.

Na Ponte Preta, a aposta ofensiva era na força do trio, formado por Cajá, Caio e Roger. O time chegava pouco, mas sempre conseguia finalizar contra o gol do goleiro Emerson. Justamente numa triangulação dos jogadores mais perigosos da Macaca, os visitante conseguiram abrir o placar. Caio recebeu na meia-lua de Renato Cajá e bateu cruzado, rasteiro, no canto baixo direito de Emerson, sem chances.

O Bugre tentou dar o troco logo em seguida com Bruno Mendes, em contra-ataque puxado por Fabinho, mas o atacante finalizou de primeira, pelo lado esquerdo.

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Milagre e pressão
A volta dos vestiários teve cara de dérbi, mais do isso até, cara de jogo decisivo. O Guarani foi em busca do gol de empate e adiantou o time, deixado alguns espaços no campo de defesa. Aproveitando isso, Rodrigo Pimpão e Roger tabelaram da intermediária até dentro da grande área, mas no momento da finalização, o camisa 9 demorou um pouco e Emerson fez uma grande defesa.

A resposta do Guarani foi fatal. Em jogada pela esquerda Fabinho foi lançado, ganhou da marcação e cruzou para trás. Ferron tentou fazer o corte, mas a bola sobrou para Fábio Bahia, que chutou no contrapé de Bruno colocando fogo na torcida do Bugre. No minuto seguinte quase veio a virada dos mandantes.

Danilo Sacramento bateu de fora da área e o goleiro Bruno espalmou. No rebote, Fabinho chutou forte, perto da pequena área, a bola bateu no goleiro Emerson e explodiu no travessão. Os dois lances animaram o Guarani e assustaram a Ponte Preta, que recuou muito e viu o adversário crescer no jogo.

Na base da pressão e sempre utilizando os lados do campo, o Guarani dominou completamente o jogo. A defesa da Macaca fazia o possível para se virar, mas aos 23 minutos, não teve jeito. Fabinho puxou contra-ataque e lançou Danilo Sacramento pelo lado direito. O meia rolou para trás, aproveitando a chegada de Medina, que bateu com categoria, na saída de Bruno. Era a virada do Bugre.

A Ponte Preta tentou a reação, mas não encontrou forças, físicas inclusive, para chegar ao empate. Esgotados, Cajá e Roger não eram mais perigosos como na primeira etapa. O Guarani se aproveitou disso para ampliar o marcador. Medina, ele de novo, o heroi improvável, aproveitou cruamento de Oziel, no segundo pau, e desviou de cabeça para o fundo do gol.