Grupo político pede a saída de Luxemburgo, mas Fluminense descarta a demissão

A Flusócio, principal grupo político de apoio ao presidente do Fluminense, publicou uma nota pedindo a saída

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Rio de Janeiro, RJ, 28 (AFI) – Sete jogos sem vitória, com quatro derrotas, levaram o Fluminense a lidar com a concreta possibilidade de rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Com 36 pontos, três apenas acima de Ponte Preta (17.º) e Vasco (18.º), o time tricolor precisa encontrar uma solução para seus problemas, que ficaram evidentes na derrota para o Vitória, no último domingo, quando atuou com a vantagem de um jogador por 75 minutos. A Flusócio, principal grupo político de apoio ao presidente do Fluminense, Peter Siemsen, publicou uma nota pedindo a saída do treinador.

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O revés acirrou os ânimos no clube. Nos bastidores, um grupo já cobra a demissão do técnico Vanderlei Luxemburgo, mesmo com apenas sete jogos para o fim do Brasileirão. “Não (tem chance de demitir o técnico). Estamos todos envergonhados. Não posso fazer um prognóstico desse (saída de Luxemburgo) e aumentar ainda mais os nossos problemas. Vamos ter que reverter essa situação de qualquer forma”, comentou o diretor de futebol do clube das Laranjeiras, Rodrigo Caetano, ainda na noite de domingo.

Um massagista tricolor usou uma rede social para revelar que quase foi agredido por torcedores nas arquibancadas do Maracanã depois do apito final. Ele estava de folga e foi assistir ao jogo com a família.

Com a derrota para os rubro-negros baianos, o risco de rebaixamento do Fluminense subiu para 33%. Neste domingo, uma tarefa difícil. O clássico contra o Flamengo, que se divide com a disputa das semifinais da Copa do Brasil contra o Goiás.

Leia na íntegra a nota divulgada pela Flusócio:
“Em mais um jogo de inacreditável mediocridade e incompetência, o time do Fluminense conseguiu sucumbir diante do Vitória com um jogador a menos em campo desde os 16 minutos de jogo. Um resultado desastroso, que impõe correções de rumo emergenciais.

O Flu entrou em campo muito mal escalado, novamente com 4 volantes no meio-campo num jogo em que precisava muito da vitória. A expulsão de um jogador adversário no início da partida equilibrou as coisas a nosso favor, mas mesmo assim levamos 1×0. Logo depois conseguimos o empate, mas time continuou sem ameaçar pra valer o gol adversário até o intervalo. A única exceção foi um chute cruzado de Sóbis, defendido pelo goleiro Wilson com os pés.

Na segunda etapa, o óbvio: Felipe, o único meia do elenco à disposição, entrou no jogo e enfiou bola precisa para Biro-Biro cruzar e Sóbis fuzilar para as redes. A torcida respirou aliviada, mas logo depois o time conseguiu levar o empate e a virada em apenas 3 minutos, demonstrando pegada frouxa, marcação sem compactação, atitude apavorada, enfim, postura incompatível para um time que jogava apoiado por 30 mil pessoas e precisava vencer dentro de casa. Dali em diante, o que se viu depois foi um time sem confiança nenhuma, desastroso em todas as tentativas ofensivas.

Marcamos 3 pontos nos últimos 21 pontos possíveis e atualmente jogamos certamente o pior futebol da Série A. Independente dos erros no planejamento, nosso time está sem alma, sem confiança, e o treinador atual parece não mais ter o comando, tranquilidade e liderança necessários para reverter o quadro.

O Departamento Médico e Preparação Física também precisam ser cobrados, pois a torcida não aguenta mais os prazos indefinidos e invariavelmente muito longos para a recuperação de atletas importantes como Fred, Wagner, Digão, Carlinhos e Valencia. Estamos guardando estes caras pra quando?

A situação é difícil mas não se pode entregar os pontos, é preciso agir. Em 2009, com ajuda de Peter Siemsen, Ricardo Tenório e Mário Bittencourt, o Fluminense conseguiu reverter um quadro quase impossível. Então que desta vez também não pequemos por omissão.”