Grupo imobiliário confirma proposta de R$ 220 mi pelo estádio do Guarani
Dos R$ 220 milhões ofertados, 126 milhões seriam repassados para credores trabalhistas e fiscal preferencial (FGTS) e o restante (R$ 94 milhões) ficariam com o Guarani
Dos R$ 220 milhões ofertados, 126 milhões seriam repassados para credores trabalhistas e fiscal preferencial (FGTS) e o restante (R$ 94 milhões) ficariam com o Guarani
Campinas, SP, 02 (AFI) – A novela que se transformou o leilão do Estádio Brinco de Ouro ganhou mais um capítulo. A Campinas 25 Empreendimentos Imobiliários, empresa especializada em consultoria imobiliária, confirmou uma proposta de R$ 220 milhões para arrematar a casa do Guarani. A empresa confirmou a oferta em nota e afirmou que “sentiu-se impossibilitada” de formalizar uma proposta no leilão do último dia 30, pois “não estava prevista a possibilidade de terceiros ofertarem lance”.

A proposta foi encaminhada para a Justiça. Dos R$ 220 milhões ofertados, 126 milhões seriam repassados para credores trabalhistas e fiscal preferencial (FGTS) e o restante (R$ 94 milhões) ficariam com o Guarani. “Referida proposta, como não poderia deixar de ser, visa garantir ao Guarani Futebol Clube não apenas a manutenção de suas atividades, mas principalmente a restituição do prestígio e do respeito à agremiação e sua imensa torcida bugrina”, publicou a empresa, em nota.
Como além do aspecto trabalhista e comercial exista a questão passional, há um clima de revolta na cidade. A torcida bugrina não aceita perder seu patrimônio e um grupo estaria ameaçando de morte a juíza que conduz o processo falta agora dizer do manifesta dos juizes que não sei a denominação.
Desta forma, a Campinas 25 Empreendimento Imobiliários deixou claro que quer o benefício do Guarani na negociação. “A proposta para o executado Guarani Futebol Clube tem a intenção de gerar recursos para que o Guarani volte a brilhar como um dos maiores times do país, proporcionando assim a construção de uma nova sede social, centro de treinamento e estádio”.
MAIS DO LEILÃO…
Na segunda-feira, a Justiça do Trabalho aceitou a oferta da Maxion, que se dispôs a pagar 30% do valor total à vista – algo em torno de R$ 31,5 milhões. O restante será pago em 12 parcelas de R$ 6,1 milhões. Antes do leilão, a juíza Ana Claudia Torres Vianna declarou que não aceitaria menos que R$ 126 milhões, valor mínimo imposto para que o leilão ocorresse. Porém, a Maxion foi única empresa a fazer uma oferta.
O terreno do estádio – a área tem em torno de 80 mil metros quadrados, localizado na região nobre da cidade, no bairro Jardim Proença -, está em penhorado desde 2011 por dívidas que, na época, ultrapassavam os R$ 50 milhões com a Justiça do Trabalho. Hoje, estima-se que a dívida total gira em torno de R$ 250 milhões.
No último dia 18 de março, três empresas ofertaram muito a baixo do valor mínimo estipulado pela Justiça e, por isso, a juíza Ana Claudia Torres Vianna recusou. Na época, o Grupo Magnum, parceira do Guara no início do ano, ofereceu “apenas” R$ 55 milhões, enquanto um grupo de empresários de Jaboticabal ofertou menos ainda, R$ 45 milhões. A Lances Negócios Imobiliários foi a empresa que tinha feito a maior oferta, que girava em torno de R$ 60 milhões.
Agora, a empresa Maxion Empreendimentos Imobiliários deve utilizar o terreno do Brinco de Ouro para a construção de algo adequado as necessidades de Campinas. O grupo ainda conversará com a Prefeitura para uma definição, já que a decisão tomada pela juíza Ana Claudia Torres Vianna não tem validade imediata. A diretoria do Guarani disse que irá recorrer à Justiça para que o leilão seja anulado.





































































































































