Grupo de oposição se articula para disputar eleição na Ponte Preta
A iniciativa reúne diferentes correntes que pretendem formar uma chapa para concorrer na eleição do clube
Entre os articuladores do movimento estão figuras conhecidas do cenário político alvinegro, como Eduardo Lacerda e Márcio Della Volpe
Campinas, SP, 07 (AFI) – A movimentação política nos bastidores da Ponte Preta ganhou novo capítulo nesta quarta-feira, com o lançamento oficial do grupo de oposição “Ponte Pode Mais”. A iniciativa reúne diferentes correntes que pretendem formar uma chapa para concorrer na eleição do clube, marcada para 20 de novembro.
Em comunicado divulgado publicamente, os organizadores afirmam que o momento é de união entre os pontepretanos insatisfeitos com a condução da atual gestão.
“Diferentes grupos políticos estão unidos e convergidos por uma única causa: o entendimento de que a Ponte Preta merece e pode muito mais”, diz um trecho da nota.
Entre os articuladores do movimento estão figuras conhecidas do cenário político alvinegro, como Eduardo Lacerda — que disputou o último pleito, em 2021, pela chapa “DNA Pontepretano” — e Márcio Della Volpe, ex-presidente do clube. Ex-presidente da diretoria executiva, Della Volpe foi expulso do quadro associativo e de conselheiros, em 2016, na época, sob alegação de irregularidades na gestão.
Ainda não há confirmação de quem encabeçará a chapa, mas a presença de Della Volpe no grupo chama atenção por indicar um distanciamento do ex-mandatário Sérgio Carnielli, com quem rompeu relações anos atrás.
EX-ALIADOS
Della Volpe e Carnielli foram aliados entre 2009 e 2011, quando Márcio era diretor de marketing. Com a Justiça impedindo Carnielli de assumir um novo mandato, Della Volpe assumiu a presidência. O rompimento ocorreu durante a gestão que levou a Ponte à final da Sul-Americana em 2013.
Apesar do feito internacional, o clube acabou rebaixado no Brasileirão, o que gerou forte atrito entre os dois. Mais tarde, Della Volpe conduziu o time de volta à elite com o vice-campeonato da Série B em 2014.
Em 2016, já sob a presidência de Vanderlei Pereira, aliado de Carnielli, Della Volpe foi expulso do Conselho Deliberativo por “irregularidades na gestão”, ficando inelegível por oito anos. A punição não impede que ele participe de articulações políticas, mas o retira da possibilidade de disputar cargos eletivos diretamente.
No último pleito, Della Volpe apoiou a chapa “MRP – Movimento Renascer Pontepretano”, que levou Marco Antonio Eberlin à presidência, encerrando um longo domínio político de Carnielli, que durava 25 anos.
ASSINATURAS
Para oficializar a candidatura, o grupo “Ponte Pode Mais” precisará reunir a assinatura de 150 conselheiros titulares e 75 suplentes, todos contribuintes.
O modelo eleitoral da Ponte Preta é indireto: os conselheiros eleitos e natos formam o colégio que escolhe o presidente, os vice-presidentes, além da Mesa do Conselho e o Conselho Fiscal para o próximo quadriênio.





































































































































