Grupo de investidores 'dá calote' e atacante pode deixar a Ponte Preta

O grupo deveria ter pago a segunda parcela no valor de R$ 235 mil até o dia 24 de abril

0002048183889 img

Campinas, SP, 02 (AFI) – O atacante Cafu chegou à Ponte Preta como grande aposta, após um bom Paulistão pelo XV de Piracicaba. No entanto, antes mesmo de estrear, o jogador pode deixar o Estádio Moisés Lucarelli e retornar ao clube de Piracicaba. Pelo menos, foi o que garantiu o diretor de futebol do Nhô Quim, Renato Bonfiglio.

0002048183889 img

O grande entrave para que o jogador finalmente seja inscrito pela Macaca é o atraso no pagamento da seguna parcela do grupo Doyen Sports. O ‘pool’ de investidores adquiriu 90% dos direitos econômicos do atacante por R$ 470 mil, divididos em duas parcelas de R$ 235 mil. A segunda parcela venceu em 24 de abril e ainda não foi quitada.

De acordo com Bonfiglio, o último prazo para que o valor seja quitado é até 14 maio. “Se a Doyen não pagar, não vamos liberar o Cafu. Eles têm até o dia 14 de maio para pagar. Se não, vão perder a primeira parcela e o Cafu volta para o XV”, afirmou, em entrevista à Rádio Bandeirantes de Campinas.

Antes mesmo de o Paulistão terminar, a Doyen Sports apalavrou um acordo com a Ponte, onde compraria os direitos de Cafu e o cederia ao clube campineiro. O dinheiro do grupo de investidores fez a Macaca vencer concorrentes mais fortes, como Atlético-PR e Coritiba, que disputam a elite.

Santos também sofre
Esta não é a primeira vez que a Doyen Sports atrasa pagamento de um jogador. O Santos vive problema similar. O Internacional cobra R$ 5 milhões relativos aos direitos do meia Lucas Lima, que deveriam ser pagos até 17 de fevereiro.

O Colorado também cobra a terceira parcela do atacante Leandro Damiuão, no valor de 3 milhões de euros (R$ 9,3 milhões), que deveria ter sido quitado até a última quarta-feira. O jogador foi contratado por 12 milhões de euros, divididos em quatro parcelas. O Peixe terá três anos para pagar o grupo de investimento.