Grupo D: Uruguai refuta favoritismo e sonha enfrentar o Brasil

Na tarde deste sábado os uruguaios fazem sua estreia diante da Costa Rica

Na tarde deste sábado os uruguaios fazem sua estreia diante da Costa Rica

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Fortaleza, CE, 14 – Com dois títulos mundiais, um deles conquistado em solo brasileiro, o Uruguai vai entrar em campo neste sábado credenciado como a seleção que conseguiu uma das maiores proezas no futebol, ao vencer o Brasil em sua casa na Copa de 1950. Para o técnico Óscar Tabárez, ter a chance de encarar o time de Felipão novamente seria um sonho.

“Tomara que possamos enfrentar o Brasil, pois isso significaria que passamos de fase. E também seria muito motivador”, diz, ciente de que os caminhos das duas equipes podem se cruzar nas quartas de final.

0002050002801 imgO treinador explica que sua equipe pode ser um adversário indigesto para qualquer um, ainda mais para a seleção brasileira. “Nas palavras do meu amigo Scolari, o Uruguai foi o duelo mais difícil que ele teve na Copa das Confederações. Estou muito contente de estar aqui, tivemos um caminho difícil para chegar. Agora estamos muito concentrados para lutar até o fim, pois esse sempre foi nosso objetivo, no sentido bom que tem a palavra pelejar”, avisa.

Esse atual grupo uruguaio é experiente e fez a Celeste voltar a ser respeitada no mundo do futebol. A maior parte do elenco estava na disputa da Copa na África do Sul, quatro anos atrás, quando ficou em quarto lugar, e participou da campanha vitoriosa na Copa América na Argentina no ano seguinte. Mas apesar da boa sequência, os jogadores mantêm os pés no chão.

“Para ser bastante sincero, vivemos a experiência na África do Sul, conquistamos muitas coisas internacionalmente e sabemos que temos a capacidade de chegar longe. Mas vamos enfrentar rivais muito complicados e nunca nos consideramos favoritos”, lembra o goleiro Muslera.

Aos 27 anos, o jogador possui grande experiência pois já é titular do Uruguai há alguns anos. Ele sabe que em um grupo com Costa Rica, Inglaterra e Itália, tudo pode acontecer. “Temos potencial, mas não colocamos o rótulo de favorito porque nunca nos consideraram assim. Todas as partidas são difíceis, mas chegamos bem e estamos treinando forte para corresponder no primeiro jogo”, conclui o goleiro, que sabe que uma estreia numa Copa do Mundo é complicada para qualquer seleção.