Grande surpresa da Série C ameaça abandonar a competição

adib2 1501Catalão, GO, 9 (AFI) – O Campeonato Brasileiro da Série C está perto de ganhar mais um capítulo na sua confusa edição de 2007. Às vésperas do início do Octogonal Final, o Crac-GO, de Catalão, ameaça deixar a competição, argumentando a existência de um possível complô contra a maior surpresa do torneio.

Na última segunda-feira, a CBF não permitiu que Nacional-PB e Barras-PI mandassem seus jogos nos seus estádios, alegando que o José Cavalcanti, do Naça, e o Juca Fortes, do Bafo, não têm capacidade mínima para 10 mil torcedores. Esta é a exigência do regulamento de competições gerais da CBF para uma fase final. Os mandos foram transferidos para Campina Grande – Nacional – e Teresina – Barras.E é cima desse argumento que o Crac pode perder o mando de campo no Estádio Genervino Fonseca. O estranho é que em inspeção feita no último mês, pelo Corpo de Bombeiros e autorizada pela CBF, ficou constatado que o estádio pode receber 10.583 pessoas sentadas, respeitando o espaço de 40 centímetros para cada.

Na tabela divulgada pela CBF, as partidas com mando do Crac estão com local indefinido, diferentemente dos demais sete participantes da fase final. O presidente do clube e prefeito da cidade de Catalão, Adib Elias Júnior (foto), acredita que alguns dirigentes, sem mencionar nomes, estão agindo de forma contrário à indicação de jogos em Catalão.
“É extremamente difícil a permanência do Crac na Série C. Há muita gente contrária à participação do clube. A CBF não passou nada a respeito, mas sabemos que há um trabalho forte nos bastidores contra o Crac, pois é uma equipe que fez uma das melhores campanhas nas fases anteriores”, afirmou. O Crac foi o melhor time da terceira fase, terminando com 14 pontos, na liderança do Grupo 28. Segundo o presidente da Federação Goiana de Futebol, André Pitta, um representante da CBF irá a Catalão para fazer a vistoria do estádio. Caso comprove que o estádio atende às exigências do regulamento, o local será liberado para receber os jogos do time.

De acordo com o regulamento da competição, se o clube abandonar a competição, responderá processo no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O clube estará sujeito a receber dois anos de suspensão de qualquer competição oficial.