Grafite, o 'Herói do Arruda', cumprimenta Galli pelo Dia dos Pais, o dirigente que o descobriu na Matonense
Granfite não esqueceu de fazer uma ligação especial para alguém que considera muito na carreira e na vida: Aparecido Galli, o Galli, presidente de honra da Matonense
Aparecido Galli, o Galli, presidente de honra da Matonense, clube da cidade de Matão, onde Grafite começou a brilhar no futebol para o mundo.
Matão, SP, 10 (AFI) – Um dia após viver um dia de astro, Grafite comemorou com os quatro filhos, em Recife, o Dia dos Pais, no domingo. E não esqueceu de fazer uma ligação especial para alguém que considera muito na carreira e na vida: Aparecido Galli, o Galli, presidente de honra da Matonense, clube da cidade de Matão, onde Grafite começou a brilhar no futebol para o mundo.
“Fiquei feliz da vida pelo telefonema. É sinal de que fiz alguma coisa de boa para alguém. E disse para ele que estava contente por saber que ele teve cabeça para guardar bem o que ganhou, investir bem e ter uma família exemplar. É mais um homem que a Matonense criou e se orgulha”, afirmou Galli, que esteve nesta tarde na cidade de Araraquara para cumprir compromissos comerciais.
Galli revolucionou o futebol do Interior paulista nos anos 90, levando a Matonense da última divisão para a elite estadual. Residente em Matão sempre que pode ajuda a Matonense, seu clube de coração.
Na simplicidade de um homem do interior, mas sábio em suas palavras e gestos, Galli foi quem descobriu o nome que iria florescer junto com o futebol de Grafite, que chegou à Matonense em 1999 com o apelido de Dina – vindo de seu nome, Edivâneo.
“A gente viu aquele menino magrinho, pretinho e rápido e logo percebeu que iria virar um craque. Fino e preto é Grafite. E assim, com naturalidade, o apelido pegou e ele fortaleceu o nome para a história”, completou Galli.

FUTURO INCERTO
Presidente de honra da Matonense, Galli está preocupado com o difícil momento econômico do país e com o futuro dos clubes, principalmente do Interior.
“Antigamente a gente ainda tinha a receita das vendas dos jogadores. Era nossa principal receita, que acabou com a Lei Pelé. Infelizmente, muitos clubes já fecharam as portas e muitos outros vão seguir o mesmo caminho”, comentou.
Galli lembra o próprio caso de Grafite, que era ajudante de pedreiro desde garoto, como um exemplo da função social que os clubes desenvolviam até o final dos nãos 90, mesmo sem a ajuda de órgãos oficiais.
“Nós mantínhamos um alojamento, dávamos comida e atendimento médico para as crianças e exigíamos que todos estudassem. O Grafite passou por isso e sabe como tudo funcionava. É por isso, que sem este trabalho, muito moleque bom de bola vai seguir outro caminho que não seja o futebol. Seria importante uma adequação à lei, que devolvesse aos clubes condições de desenvolver a formação de base”, finalizou.
No sábado, Grafite fez sua reestreia pelo Santa Cruz, 13 anos depois de deixar o clube. Ele levou mais de 44 mil pagantes para o Arruda, novo recorde de público da Série B, e ainda fez o gol da vitória sobre o ex-líder Botafogo, por 1 a 0. O Tricolor volta a campo nesta terça-feira quando enfrenta, de novo em casa, o Mogi Mirim, pela 17.ª rodada da competição.





































































































































