Goleiro da Ponte sai em defesa de Jorginho e critica calendário

O camisa 1 destacou que o risco de lesões seria grande, caso os titulares entrassem em campo

O técnico Jorginho recebeu críticas de parte da imprensa por ter escalado a Ponte Preta com reservas na goleada para o Atlético-MG, por 4 a 0, nesta quinta-feira. Formado em Educação Física, em 2009, o goleiro Roberto saiu em defesa do treinador.

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Campinas, SP, 04 (AFI) – O técnico Jorginho recebeu críticas de parte da imprensa por ter escalado a Ponte Preta com reservas na goleada para o Atlético-MG, por 4 a 0, nesta quinta-feira. Formado em Educação Física, em 2009, o goleiro Roberto saiu em defesa do treinador e voltou a criticar o calendário nacional.

0002048113418 imgRoberto lamentou mais uma derrota

“Posso falar com propriedade porque eu sou formado em Educação Física e converso diretamente com o pessoal da fisiologia e da preparação da equipe: é humanamente impossível você não ter o desgaste por questões fisiológicas e bioquímicas que não permitem a recuperação do atleta”, disparou.

Assim como Jorginho, o camisa 1 destacou que o risco de lesões seria grande, caso os titulares entrassem em campo. Além disso, na visão dele, a presença dos principais jogadores em campo também não era garantia de que o time não seria goleado.

“Os jogadores que jogaram na terça só queriam cama. Estavam se arrastando no hotel. Imagine se joga com os titulares? Quatro ou cinco jogadores poderiam se machucar, daí você perde o elenco para todo o campeonato”, argumentou Roberto.

O jogador também apontou o calendário carrasco como um culpado, mas indiretamente evidenciou outro erro da diretoria da Ponte. Sem força política na CBF, os cartolas alvinegros permitiram que o duelo contra o Galo, pela oitava rodada, fosse adiada por conta da decisão da Libertadores.

“Nós fomos prejudicados duas vezes. Na data em que o jogo era para ter acontecido nós iriamos jogar com o time titular e eles com o time considerado reserva. Depois, com o adiamento para esta data, nós não tínhamos condições de colocar o time titular”, concluiu.

A sequência de três jogos em seis dias enfrentada pela Ponte só virou um problema, porque a diretoria alvinegra não teve força política na CBF. A partida deveria acontecer no dia 21 de julho. O problema é que quatro dias antes e três dias depois, o Atlético fez as finais da Libertadores contra o Olímpia-PAR.

Por conta disso, os mineiros solicitaram o adiamento e acabaram beneficiados. Isso porque hoje, o time de Cuca só disputa o Brasileirão e pôde antecipar o jogo pela 25ª na semana passada. A Macaca não pôde fazer o mesmo porque no meio da última semana entrou em campo pela Copa Sul-Americana contra o Deportivo Pasto-COL.

Agora, os campineiros precisam buscar a vitória contra o Bahia de qualquer forma. Faltando 13 rodadas para o final, o time terá de buscar sete ou oito vitórias, dependendo do desempenho dos concorrentes, para evitar o rebaixamento. Atualmente, está na penúltima posição, com 22 pontos. Seis a menos que o Vasco, o primeiro fora da degola.