Goiás 2 x 2 Santos - Oswaldo balança, mas não cai
O Santos ainda não conseguiu no Brasileirão o mesmo embalo que teve no Paulistão
São Paulo, SP, 22 (AFI) – O empate do Santos, por 2 a 2 com o Goiás, na noite desta quinta-feira, deve prolongar os atritos entre o técnico Oswaldo de Oliveira e a diretoria. O Santos voltou a ser lento e pouco criativo, com muitas falhas defensivas e erros de finalização. A partida, válida pela sexta rodada do Brasileirão aconteceu no estádio do Morumbi, em São Paulo. A rádio Jornal, de Goiânia, parceira do Futebol Interior, transmitiu o jogo.

O jogo
Mesmo com cinco desfalques (três contusões e duas convocações), o Santos se mostrou encorpado e entrosado desde o início do jogo. Funcionou bem o revezamento entre Arouca e o estreante Renato, que voltou ao time depois de dez anos, na armação e na proteção da defesa. Lucas Lima organizava e bloqueava. A movimentação entre Geuvânio e Gabriel na frente também estava azeitada.
O gol saiu dessa boa organização do meio para a frente logo aos 8 minutos. Cicinho cruzou, Gabriel acertou o travessão e Geuvânio marcou no rebote. O que chama a atenção na jogada santista foi a passividade da zaga goiana, que só assistiu ao lance e não justificou o status de defesa menos vazada do Campeonato Brasileiro – eram dois gols sofridos em seis jogos.
Embora o Santos tenha se virado bem com as alterações na parte ofensiva, a defesa continua tão irregular como no Campeonato Paulista e sofre com a ausência dos titulares. Edu Dracena, Gustavo Henrique e até Neto fazem falta. Isso ficou claro quando o Goiás cobrou escanteio aos 25. Depois do desvio, Alex Alves apareceu sozinho para empatar. Esse desespero com a bola aérea se repetiu mais duas ou três vezes.
Essa fragilidade defensiva novamente foi compensada pelos jogadores da frente, que aproveitavam bem os espaços dados pela defesa do Goiás. David Braz compensou a falha de posicionamento no gol sofrido, avançou e sofreu pênalti de Thiago Mendes. Cícero, que pouco havia aparecido no jogo, bateu bem: 2 a 1.
O vai e vem do placar e as chances constantes de gol para os dois lados refletiam como as defesas estavam desatentas. Marcavam a bola e não o jogador; esperavam a definição do atacante em vez de procurar a antecipação e, principalmente, erravam a saída de bola. Além disso, o Santos tentou segurar o resultado desde os dez minutos do segundo tempo, trocando a cadência pela preguiça.
Esse foi o roteiro do empate do Goiás, aos 23. Renato saiu jogando errado, Assuério armou o contragolpe e Erik definiu a nova igualdade. Uma jogada feita por jogadores formados pela base do Goiás.
Aos 41, Renan fez uma grande defesa no chute de Stéfano Yuri (substituto de Gabriel) e impediu que o Santos tivesse paz nos próximos dias.
Próximos jogos
Pela sétima rodada, o Santos encara o Flamengo, no próximo domingo, às 16 horas, no estádio do Morumbi, em São Paulo. Já o Goiás enfrenta o Figueirense, na mesma data e horário no estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis.





































































































































