Gestão: Como o Red Bull Bragantino se estrutura para colher resultados
O goleiro Júlio Cesar e o atacante Matheus Peixoto falam sobre nova fase
O goleiro Júlio Cesar, e o atacante Matheus Peixoto falam sobre nova fase
São Paulo, SP, 11 – Atual líder do Grupo D do Paulistão, com 17 pontos, o Red Bull Bragantino nasceu da aquisição do tradicional clube de Bragança Paulista pelo grupo Red Bull.
Desde que se tornou clube-empresa, a equipe vem chamando atenção pelos bons resultados. Inclusive, os próprios atletas do clube direcionam elogios ao novo modelo.
“Foi um grande projeto. Desde que surgiram as matérias dizendo o que seria feito, sabíamos que seria uma nova potência no futebol brasileiro. Nós, jogadores, sabíamos que o Red Bull sempre foi muito correto em relação a tudo. Todos que passaram por lá, e os que ainda estão, se preocupam só em jogar futebol e isso é muito importante”, disse Matheus Peixoto com exclusividade ao Portal da FPF.
Com o acordo oficializado no dia 26 de março de 2019, entre ambas as partes (do lado do Bragantino, com o presidente Marquinhos Chedid, e com Thiago Scuro, atual CEO do clube, que representou a empresa austríaca), o Red Bull Bragantino conquistou seu primeiro título ainda no primeiro ano de gestão, após sobrar no Campeonato Brasileiro da Série B.
Na ocasião, foram utilizados atletas do “antigo” Bragantino, quanto do Red Bull Brasil. Da equipe de Bragança Paulista, por exemplo, o meia Vitinho e o atacante Matheus Peixoto integraram o elenco. Já do lado do Red Bull Brasil, permaneceram os destaques do estadual de 2019, o zagueiro Léo Ortiz, o atacante Ytalo e também o goleiro Júlio Cesar.
“Nosso acordo prevê um compromisso para fazer investimentos em uma equipe forte e competitiva. Uma estrutura de cada vez mais alto nível e que possa fazer de Bragança Paulista, e região, nosso centro de investimento”, afirmou Thiago Scuro em entrevista coletiva de apresentação do novo clube, em abril de 2019.
Para a atual temporada, além de alguns nomes remanescentes, foram destinados quase R$80 milhões para contratações. Ao trazer Artur, Cleiton, Thonny Anderson, Alerrando, Weverton e Realpe, o Red Bull Bragantino foi o segundo time com maior investimento em reforços no Brasil, em 2020. O primeiro é o Flamengo, passando da casa dos R$150 milhões. Um dos atletas mais experientes do grupo, Júlio Cesar enxerga com bons olhos todo o investimento feito até aqui.
“Sempre é uma coisa positiva. Futebol tem que ter investimento. Aliás, acredito que não se faz futebol sem investimento. Mas tem que ser feito do jeito certo e aqui no Red Bull Bragantino sempre procuram fazer as coisas corretas. Não é só colocar dinheiro, mas também colocar uma ideologia, que é o que tem bastante aqui. Isso que faz a diferença”, explicou o goleiro.
Matheus Peixoto, que está no time de Bragança desde 2017, acredita que o alto investimento impulsiona a cobrança para colher bons resultados esportivos. “Quando tudo foi acertado, nós tínhamos uma responsabilidade muito grande, pois teve um investimento alto. Então a cobrança seria alta. O grupo se fechou e fomos em busca dos objetivos. Acho que a força e a união foram os principais motivos para as conquistas que tivemos”, afirmou.
Organização e comprometimento
O Red Bull Bragantino fez uma campanha impressionante no Brasileirão Série B 2019. Em 38 rodadas, foram somadas 22 vitórias, nove empates e apenas sete derrotas. Com isso, alcançou 75 pontos, sete a mais que o vice-campeão Sport. Júlio Cesar e Matheus Peixoto têm opiniões similares sobre o assunto.
“O momento é bom desde o ano passado, acredito que por uma série de fatores. Claro que treinador, jogador têm grande papel nisso, mas acho que a organização do clube-empresa é fundamental para isso. A visão que eles têm, a ambição, deixar tudo certo, ajuda para que tenham esses bons momentos”, ressaltou o guarda-redes.
“O bom momento desde o ano passado fica por conta do comprometimento de todo o grupo. Acho que diretoria e comissão, foram felizes demais ao montar os elencos, pois todos se uniram de uma forma que é difícil de ver hoje em dia. Sempre foi um correndo pelo outro até o final, dentro e fora de campo”, esclareceu o centroavante.
O que mudou?
Atleta do Red Bull Brasil desde 2017, Júlio Cesar explica as principais diferenças que sentiu entre o antigo clube e o novo. “A maior diferença foi ter uma cidade, uma torcida apaixonada, que lota estádio, empurra, apoia. Como jogávamos em Campinas, a gente não tinha torcida. Mas agora que estamos em Bragança (Paulista), torcedor ajuda muito. Acho que essa é a maior diferença. Uma diferença boa”, cimpletou.
Mateus Bezerra, especial para o site da FPF






































































































































