Gerson acusa atacante do Bahia de racismo: "falou 'cala a boca, negro'"

Meia ainda bateu boca com Mano Menezes, que teria dito que o jogador se fez de vítima no caso

Meia ainda bateu boca com Mano Menezes, que teria dito que o jogador se fez de vítima no caso

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Rio de Janeiro, RJ, 20 – Um dos melhores em campo na sofrida vitória do Flamengo em cima do Bahia, por 4 a 3, neste domingo, no Maracanã, o meia Gérson acusou o meio colombiano Ramirez, do Bahia, de racismo, durante a partida, válida pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro. O fato teria acontecido no começo do segundo tempo.

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“Tenho vários jogos pelo profissional e nunca vim na imprensa falar nada porque nunca tinha sofrido preconceito, nem sido vítima nenhuma vez.

O Ramirez, quando tomamos acho que o segundo gol, o Bruno fingiu que ia chutar a bola e ele reclamou com o Bruno.

Eu fui falar com ele e ele falou bem assim para mim: “Cala a boca, negro”. Eu nunca falei nada disso, porque nunca sofri. Mas isso aí eu não aceito”, disse o jogador.

POLÊMICA APÓS O GOL
O lance ocorreu após um gol do Bahia. O atacante colombiano teria “provocado” o flamenguista e usado injúria racial. Na hora do ocorrido, Gerson ficou muito indignado e queria tirar satisfação, o que gerou um dos tantos atritos da partida.

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DESABAFO E BRONCA

A bronca de Gerson acabou ocasionando um bate-boca com Mano Menezes. O técnico defendeu seu jogador e os microfones da transmissão de tevê captaram ele dizendo que o colombiano era “novo e ia aprender” e também reprovando a atitude.

“O Mano precisa aprender a respeitar as pessoas”, desabafou Gerson, que mandou o técnico “fazer o seu trabalho” e ainda fez o gesto tradicional do “fala muito” em direção ao banco de reservas do Bahia.

A arbitragem não flagrou o lance e após muita discussão, a bola voltou a rolar. João Gomes e Natan foram ao banco do Bahia reclamar com Mano e reprovar o ato de racismo.

O lance inflamou os jogadores do Flamengo em campo. E o motivaram a buscar o 4 a 3. No fim, a vibração era enorme a cada lance ganho na bola.