Gaúcho reconhece ter sofrido maior nocaute da sua carreira
Rio de Janeiro, RJ, 3 (AFI) – Chateado, de olhos baixos, o técnico Renato Gaúcho, do Fluminense, não escondeu a decepção por um título que ele tinha certeza de que viria. Se sentindo nocauteado, ele acha que o mais importante foi o reconhecimento da torcida, que aplaudiu o time no final do jogo após o término da final da Copa Libertadores, nesta quarta-feira à noite, no Maracanã.
O Flu venceu o jogo, por 3 a 1, descontando a derrota, por 4 a 2, em Quito, mas perdeu o título nos pênaltis, por 3 a 1.
“É difícil a gente explicar a derrota, porque do outro lado tínhamos bravos, que estavam lutando. Sofremos o gol no início, mas viramos, fizemos três gols e tivemos mais algumas oportunidades. Mas, infelizmente, a bola não entrou. Fomos para os pênaltis, mas na hora de converter não deu certo, realmente”.
Mas o que aprendeu com esta derrota?
“Nas vitórias e nas derrotas a gente aprende. A equipe foi heróica. Tenho que dar os parabéns para meu grupo. Apesar de não sermos campões, temos um grupo vencedor. Prova disso foi o aplauso da torcida no final do jogo”.
Onde perdeu o Fluminense: em Quito, hoje ou na arbitragem do argentino Baldassi?
”Deixo para vocês comentarem da arbitragem, do pênalti que ele não deu, do tempo que eles fizeram. A Fifa que gosta de dar exemplo, mostrou exemplo negativo hoje.”
Renato não quis criticar o atacante Dodô, que em momento algum aceitou a reserva.
”O Dodô tem contrato com o Fluminense, faz parte do grupo e não sou eu, agora, com a cabeça quente que vou falar alguma coisa. Ele tem contrato e ponto final”.
O que o técnico mais sentiu o nocaute, o maior na sua vida esportiva.
”Na vida os vencedores são golpeados também. Eu me considero um vencedor. O meu currículo fala por mim. E hoje fui nocauteado. Talvez tenha sido o principal deles, depois da perda do meu pai. Minha filha estava comigo e eu lhe disse que nem sempre se ganha. Mesmo perdendo o título, continuo falando que o grupo do Fluminense é vencedor. Chegou na final, numa competição que nunca tinha passado na primeira fase”.
Não houve nenhuma conversa nos vestiários após o jogo.
”Não conversei com meu grupo hoje, porque as vezes o silêncio vale mais do que qualquer palavra. Mesmo porque o grupo estava bastante abalado. Deixa a ficha cair. Vim aqui porque sou muito homem, porque caso contrário, iam falar que eu fugi”, afirmou choramingando.





































































































































