Ganso desencanta no São Paulo e empolga o técnico Paulo Autuori

Meia comanda o time, marca um gol, dá assistência para Aloísio e volta fortalecido da excursão

Se algo deve ser ressaltado na derrota do São Paulo para o Kashima Antlers por 3 a 2 na Copa Suruga foi a atuação de Paulo Henrique Ganso. O meia acordou na etapa final após um primeiro tempo medíocre e foi o jogador que a torcida tanto espera.

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São Paulo, SP, 08 (AFI) – Se algo deve ser ressaltado na derrota do São Paulo para o Kashima Antlers por 3 a 2 na Copa Suruga foi a atuação de Paulo Henrique Ganso. O meia acordou na etapa final após um primeiro tempo medíocre e foi o jogador que a torcida tanto espera. O belo gol de fora da área, a assistência para Aloísio e os bons passes distribuídos fizeram Ganso reviver seus melhores momentos e é apontado como o grande presente à malfadada excursão internacional que acabou com três derrotas e uma vitória em quatro jogos.

“Ele melhorou com a equipe. O Ganso é um grande jogador e não tenho a menor dúvida disso. Esperamos que ele possa fazer isso em todos os jogos, porque ele está recuperando o seu bom futebol. É uma tendência natural que ele possa fazer muito mais e esperamos que isso realmente aconteça”, elogiou Paulo Autuori, que vem dedicando boa parte do trabalho para melhorar o rendimento do meia. “Nossa equipe cresceu no segundo tempo e isso mostrou que tende a melhorar no Campeonato Brasileiro. Fico chateado pela derrota, mas lutamos para conquistar mais esse troféu”, lamentou o meia.

ALERTA
A boa atuação de Ganso não pode ofuscar outros problemas que não são superados nem diante de um rival modesto. Tudo começa com a enorme dificuldade em criar situações de gol. O São Paulo é um time que não agride o adversário de forma ordenada e peca na transição; falta aproximação dos jogadores de meio com os atacantes e os laterais são meros figurantes. Não foram poucas as vezes que Aloísio tentava resolver tudo sozinho pela absoluta carência de opções para trocar passes. Falta atacar em bloco e variar as jogadas. A atuação na etapa final foi exceção ao que tem sido uma rotina.

Quando não tem a bola o time também sofre porque não consegue recuperá-la. Quem deveria fazer isso são os volantes, mas o Tricolor há tempos carece de cães de guarda que protejam a defesa. Wellington e Rodrigo Caio deixam os meias rivais dominarem a bola e apenas cercam à distância, exatamente como aconteceu no lance do terceiro gol. Sem força na marcação, Edson Silva e Lucas Silva deixaram a situação pior com suas atuações inseguras.

É claro que é preciso levar em conta o desgaste físico, mas o que se discute é o comportamento tático e nisso o São Paulo continua devendo. O saldo da inoportuna viagem é negativo, mas não há tempo para lamentar. Domingo o Tricolor volta à realidade do Brasileiro e precisa vencer a Portuguesa se não quiser se afundar ainda mais na zona da degola.