Galvão Bueno dá show em transmissão de Brasil x Marrocos no SBT
O narrador fez sua estreia, neste sábado, pelo SBT e NSports e evocou a sua melhor versão ao longo da partida
Essa é a 14ª Copa do Mundo do lendário comunicador, sendo a segunda longe da Rede Globo
Campinas, SP, 13 – Copa do Mundo sem Galvão Bueno não é Copa do Mundo. O narrador fez sua estreia, neste sábado, pelo SBT e NSports na transmissão de Brasil x Marrocos, em East Rutherford, e evocou sua melhor versão: um narrador-corneteiro-torcedor do primeiro ao último minuto.
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Galvão está em sua 14ª Copa do Mundo, a segunda fora da Globo. No SBT, conduziu uma transmissão exemplar. O leitor pode questionar: “mesmo cometendo erros, não reconhecendo famosos e lideranças políticas?”. Sim! Porque este é o Galvão Bueno, o narrador que é capaz de transformar um lapso em uma ironia e se virar como ninguém no ao vivo.
CORNETEIRO
Galvão reclamou da posição em que foi alocado no MetLife Stadium, contestou a atuação de Lucas Paquetá, alfinetou o árbitro, o diretor de televisão da transmissão oficial… Quem se salvou foi o Olodum, conclamado no pré-jogo.
A melhor decisão que Galvão tomou foi diminuir sua “presença de tela” nos últimos anos. A narração, nesta estreia da Copa, mostrou um Galvão preparado como não se via há tempos, nem nas transmissões do Prime Video. Galvão em excesso não é recomendável, mas em doses homeopáticas parece uma solução formidável.
Galvão poupou a voz ao ficar fora da abertura da Copa (México x África do Sul) e pôde chegar em grande nível no duelo da seleção brasileira. Ele vai transmitir os próximos jogos da seleção e deve totalizar outros oito jogos até o fim do Mundial.
O RESTANTE DA EQUIPE
O quinteto com Mauro Beting, Alexandre Pato, Muricy Ramalho e Nadine Basttos ornou mais do que o quadrado mágico da seleção. Galvão sabe ser contundente sem ser ofensivo ao microfone. Ser eloquente sem precisar de grosserias. Descontrair com o tom de voz sem precisar abusar das palavras.
“Palavrão eu não falo! Sou contra, absolutamente. Não precisa de palavrão para ser moderno”, disse o narrador em entrevista ao Estadão há alguns meses.
Casimiro Miguel e sua trupe não inventaram a roda. Descontração em transmissão esportiva, entreter e divertir durante um jogo eram uma marca de Silvio Luiz, por exemplo. Mas a CazéTV tem espaço, tempo e pessoal para corrigir a rota e dialogar com um público diverso, incluindo quem prestigia o cuidado com a informação e quer que ela esteja à frente do protagonismo pessoal.
Em uma Copa em que se sente falta de Luis Roberto e Cleber Machado, Galvão Bueno é um alento. É Copa do Mundo! É hora de Galvão Bueno.
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