Galiotte garante que mudança no acordo com a Crefisa não irá atrapalhar o Palmeiras

Presidente conta com valor de atletas como forma de pagamento aos investimentos do patrocinador do clube

Presidente conta com valor de atletas como forma de pagamento aos investimentos do patrocinador do clube.

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São Paulo, SP, 29 – O presidente do Palmeiras, Mauricio Galiotte, explicou durante evento nesta terça-feira a nova relação entre o clube a patrocinadora, a Crefisa. Com um contrato modificado após multa da Receita Federal, será necessário a partir de agora que a equipe devolva à empresa o valor investido para contratar jogadores, situação que, segundo o dirigente, não trará problemas aos cofres alviverdes.

“É um compromisso futuro, sim, mas é uma dívida coberta. Nós temos o ativo, que são os jogadores. Então, essa é uma operação casada, porque o Palmeiras devolve o dinheiro assim que vender os atletas”, afirmou Galiotte a jornalistas em São Paulo. A patrocinadora investiu até o momento cerca de R$ 130 milhões em contratações de jogadores.

Maurício Galiotte não poderá mais contar com ajuda da Crefisa nas contratações do Palmeiras (Fabio Menotti / Palmeiras,Divulgação)

Maurício Galiotte não poderá mais contar com ajuda da Crefisa nas contratações do Palmeiras (Fabio Menotti / Palmeiras,Divulgação)

ORÇAMENTO NO VERDE!
Nesta semana, o Palmeiras contabilizou o exercício do ano de 2017 com a receita recorde de R$ 531 milhões e aprovou o orçamento deste ano com previsão de superávit de R$ 33 milhões, condições que deixam o presidente tranquilo sobre o acerto com a Crefisa.

“Se a mudança em termos contratuais tiver algum impacto, o Palmeiras está em uma situação bastante confortável e tem prazo suficiente. É uma operação casada. Então, temos o ativo, que é o atleta, a garantia de toda a operação”, afirmou.

MULTA?
A mudança de contrato entre o Palmeiras e a patrocinadora foi revelada pelo Estado na última semana. A empresa foi multada pela Receita Federal em cerca de R$ 30 milhões pela forma como as contratações bancadas eram declaradas no balanço. Antigamente, a classificação dos investimentos era como propriedade de marketing. Agora, tiveram de ser readequadas como empréstimo e sujeitas a remuneração da CDI.

“O que muda são os lançamentos contábeis a partir de 2018. Mas, na prática, não muda o fluxo de caixa, os compromissos da Crefisa com o Palmeiras continuam sendo os mesmos”, disse Galiotte. Para cada jogador que a Crefisa investiu, o Palmeiras terá de devolver o valor no momento da venda dele. Caso a negociação para a saída seja menos rentável, o clube terá dois anos para acertar a diferença.