Presidentes de Fla e Vasco se reúnem com Bolsonaro para discutir volta do futebol

Os dois clubes estudam levar seus jogadores para treinar em Brasília, já que as atividades estão proibidas no Rio de Janeiro

por Agência Estado

Rio de Janeiro, RJ, 19 - Em compromisso fora da agenda oficial, o presidente Jair Bolsonaro almoçou nesta terça-feira, no Palácio do Planalto, com os presidentes do Flamengo, Rodolfo Landim, e do Vasco, Alexandre Campello.

Em pauta, a possível retomada de torneios de futebol durante o período de crise por causa do novo coronavírus. As competições estão interrompidas desde março.

No almoço, Landim e Campello sentaram lado a lado na mesa, diante do presidente da República. O Flamengo também levou para o encontro o chefe do departamento médico do clube, Márcio Tannure, e o diretor de marketing, Aleksander Santos.

Presidentes de Vasco e Flamengo se reúnem com Jair Bolsonaro
Presidentes de Vasco e Flamengo se reúnem com Jair Bolsonaro
Antes, também tiveram encontro com o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente, também presente no almoço. O encontro ainda incluiu os ministros Jorge Oliveira, da Secretaria-Geral, e Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, e o ator Mário Frias.

O QUE FOI DEBATIDO
No almoço, um dos assuntos foi a possibilidade de levar os treinos das duas equipes para Brasília. Flamengo e Vasco poderiam retomar suas atividades no gramado no estádio Mané Garrincha, já colocado à disposição pelas autoridades do Distrito Federal.

Seria uma forma de retomar os trabalhos sem haver conflitos com a prefeitura do Rio de Janeiro. Nesta terça, o prefeito Marcelo Crivella disse que ainda não autorizou o retorno dos clubes aos treinos.

QUER A VOLTA DO FUTEBOL
No dia 30 abril, em entrevista à Rádio Guaíba, Bolsonaro defendeu a volta das atividades no futebol. Na ocasião, disse ter conversado com o técnico do Grêmio, Renato Gaúcho, e com Walter Feldman, secretário-geral da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Ainda na entrevista, o presidente mencionou que a decisão de "voltar o futebol" não era sua mas que poderia "colaborar".