Brasileiros são coadjuvantes de luxo na festa da Fifa

A última conquista de um brasileiro no futebol masculino foi a de Kaká, eleito em 2007 como o melhor do mundo

por Agência Estado

Campinas, SP, 09 - Mais um ano de premiação da Fifa e mais um ano do Brasil sendo coadjuvante de luxo na festa de gala da entidade. Marcelo e Daniel Alves foram eleitos para a seleção do mundo de 2016 e Falcão, astro do futsal, foi homenageado. Mas, uma vez mais, o topo do pódio não foi ocupado pelos jogadores brasileiros.

A última conquista de um brasileiro no futebol masculino foi a de Kaká, eleito em 2007 como o melhor do mundo depois de uma sequência de outros craques nacionais, como Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Romário e Rivaldo.

Nos últimos anos, a esperança era de que Neymar ameaçasse a hegemonia de Messi e Cristiano Ronaldo. Mas isso não ocorreu. Nesta segunda-feira, ele, que nem estava entre os três finalistas do prêmio de melhor do mundo, também não conseguiu um lugar na seleção do ano, mesmo com a conquista da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio.

Apesar da ausência do número 10 da seleção, Maradona insistiu em elogiar Neymar, ainda que o brasileiro não estivesse entre os finalistas. "Ele se parece a Messi em seu início de carreira", disse. "O que ele está fazendo em campo é genial. Ele está fazendo coisas que me fazem lembrar dos primeiros tempos de Messi e isso é muito", insistiu. Para Roberto Carlos, Neymar estará entre os três melhores do mundo em 2017. "Ele não precisa se preocupar", acrescentou.

Quem comemorava eram os dois laterais brasileiros, eleitos para a seleção do mundo de 2016. "Uma sensação incrível de que o trabalho está sendo bem feito e espero que continue", acrescentou Daniel Alves, melhor lateral-direito do mundo, posto que ele tem mantido por seis anos. Antes do início da atual temporada, ele trocou o Barcelona pela Juventus.

Outro que comemorava era Marcelo, o melhor lateral-esquerdo. "Estou representando meu país e meus dez anos de Real Madrid", disse. "Marcelo nasceu sabendo", comentou Roberto Carlos, seu antecessor na posição no Real Madrid.

Mas quem saiu de Zurique sem um título foi Marlone, que apostava na torcida do Corinthians para garantir votos na internet pelo prêmio de gol mais bonito do ano. O troféu, porém, ficou para o malaio Mohd Faiz Subri, que contou com o primeiro-ministro de seu país pedindo votos ao jovem jogador. O prêmio de consolação de Marlone foi uma foto com Puyol e vencer Maradona em pelada na Fifa.

Marta também não venceu e voltou a pedir para que o futebol feminino seja mais apoiado no Brasil. Ela estava entre as finalistas em sua categoria pela 12ª vez, um recorde. Mas o primeiro lugar ficou com a norte-americana Carli Lloyd, que venceu pelo segundo ano consecutivo.

Não faltaram ainda homenagens aos brasileiros. Falcão, que em 2016 disputou o seu último Mundial pela seleção, foi reverenciado pela Fifa por sua carreira e por ser o grande nome da sua modalidade. "Não há prêmio como o de hoje e prova que tudo o que eu fiz valeu à pena", disse. Carlos Alberto Torres, que faleceu no ano passado, também mereceu destaque.

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