Futebol Sustentável, maior sucesso da nova gestão do futebol paulista: 800 mil torcedores
São 800 mil torcedores nos estádios do Interior, com a volta de mulheres e crianças e mais de dois milhões de garrafas pets recicladas
Futebol Sustentável é maior sucesso da nova gestão do futebol paulista
Campinas, SP, 9 (AFI) – Os números são astronômicos, bem na proporção do sucesso do maior projeto desenvolvido pela nova gestão da Federação Paulista de Futebol (FPF), que completa agora em junho apenas um ano. Os estádios do Interior, que por anos ficaram vazios, voltaram a ficar cheios e com um público diferente. Tudo por conta do projeto “Futebol Sustentável” que segundo o próprio presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, “é a maior realidade do futebol paulista”.
Se é verdade o ditado que contra números não há argumentos, estão vale a pena conferir. Os números comprovam as palavras do presidente. Foram quase 800 mil torcedores e um número superior a 2.000.000 (dois milhões) de garrafas pets retiradas do meio ambiente até agora.
“Este é um projeto que organizamos com muito carinho e respeito, um projeto muito sério e que cumpriu seu papel inovador e social. Levou o torcedor de volta aos estádios do Interior, junto com as mulheres – esposas, namoradas, filhas – e crianças – que são o futuro torcedor de cada time” – resume o presidente Reinaldo Carneiro Bastos.
DO SONHO À REALIDADE
A responsabilidade de execução do projeto ficou à cargo da empresa E&L Marketing sob o comando de Edivaldo Ferraz. Ele fez um “plano piloto” ano passado, viu que dava certo e depois
recebeu apoio total do presidente da entidade paulista.
“Toda organização, planejamento e execução ficou sob nossa equipe” – diz, todo orgulhoso, Edivaldo Ferraz que tomou frente de todas as ações e circulou por todos os cantos do Estado de São Paulo por onde havia clube filiado e que pedia apoio da Federação.
“Posso assegurar que o presidente Reinaldo (Carneiro Bastos) apoiou todos os clubes que solicitaram esta ação inovadora” testemunha Ferraz, o braço direito do projeto.
O programa é definido por seu executor, Edivaldo Ferraz, como de “múltiplas inteligências” por ser um projeto de várias facetas e muitos beneficiados. Os pilares básicos da ação são estas:
1 – Levar o “verdadeiro torcedor” aos estádios

A presença das “Famílias nos Estádios”.
2 – Gerar receita aos clubes
Conforme a competição o clube recebe R$ 5 por ingresso. Um público de cinco mil pessoas, por exemplo, representava, até R$ 25 mil num só jogo.
3 – Retirar os resíduos sólidos do meio ambiente
As garrafas pets são plásticas e no meio ambiente demoram até centenas de ano para se decompor no meio ambiente.
4 – Reverter receitas para entidades sociais
Todo material recolhido é encaminhado para cooperativas locais e as receitas são dirigidas a entidades de cada cidade indicadas pelo clube. Muitos clubes criaram grupos de apoio para o recolhimento, ampliando a ação e também o resultado do projeto.
PROJETO CONTINUA COM FORÇA TOTAL
Desde o ano passado, a ação beneficiou clubes da Segunda Divisão, a partir da segunda fase, e os clubes do Campeonato Brasileiro das Séries B, C e D. Na atual temporada já se foram privilegiados os filiados das Séries A1 (Paulistão), Série A2 e Série A3. Neste segundo semestre vai atender os clubes da Segunda Divisão, a partir da segunda fase, apoiar a Copa Paulista e também os times interioranos do Campeonato Brasileiro da Série D.

A maior presença de público foi verificada na Série A2, com certeza, a divisão mais competitiva hoje em dia do Estado. Não só na fase classificatórias, como nas fases eliminatórias, os estádios atingiram públicos que há muito tempo não registrava. O recorde ficou com o Bragantino, que levou mais de 14 mil torcedores ao estádio Nabizão nas quartas de finais contra o Batatais. No Paulistão, grandes públicos também foram registrados em campinas (Ponte Preta), Piracicaba (XV) e Lins (Linense).
Outras cidades também sentiram de perto o calor de suas torcidas por conta do Futebol Sustentável como Taubaté, Batatais, Votuporanga, Santo André e até o quase sempre vazio Anacleto Campanella, do São Caetano, encheu na fase decisiva da competição. O vice-campeão Mirassol bateu recorde em cima de recorde dentro do Maião, com públicos de quatro a quase dez mil torcedores.
Na Série A3 também muitas cidades voltaram a vibrar e se emocionar com os seus times como São Carlos, Sertãozinho e Rio Preto. Ao final ficou uma certeza: o Interior jamais será o mesmo depois do Futebol Sustentável.






































































































































