Futebol pragmático da Copa sugere estímulo para a volta do driblador

Prevalecimento de fortes esquemas de marcação tiram a beleza das partidas

Futebol pragmático da Copa sugere estímulo para a volta do driblador

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Abaixo um comentário sobre a atuação de Neymar.

Se você tem motivos para elogiar o futebol na primeira rodada desta Copa do Mundo na Rússia, convido-o para refrescar a memória com um só exemplo de como se trata a bola na intimidade.

Entre no You Tube e acesse vídeos de jogadas do ex-meia-atacante Ronaldinho Gaúcho.

Contemple chapéus em sequência quando marcado por dois ou três adversários. Dribles elásticos de deixar adversários ‘catando cavaco’ eram uma constante. O chute forte ou colocado era indiferente com a direita ou canhota.

Gabriel Jesus: poucos dribles

Gabriel Jesus: poucos dribles

Treinadores adeptos das chamadas duas linhas de quatro já andavam espalhados pelos quatro cantos do planeta no biênio 2004-05, quando Ronaldinho foi eleito o melhor jogador do mundo. E conseguiam barrá-lo com dupla marcação individual? Claro que não.

Ora, nós que vimos Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo Fenômeno, Maradona, Dener e tantos outros malabaristas da bola, agora engolimos o futebol apenas pragmático de seleções integrantes desta Copa do Mundo.

COREIA DO SUL X SUÉCIA

Seleções mais fraquinhas – os bagrinhos – se defendem com duas linhas de quatro, ou uma linha de cinco e outra de quatro, deixando apenas um atacante ao ‘deus dará’. Coreia do Sul e Suécia, por exemplo, foram protagonista de jogo tipicamente de Série B do Campeonato Brasileiro.

Bagrões procuram se compactar e rodam a bola a espera da brecha para o ‘bote’ fatal. E penam para vazar a meta adversária porque carecem do driblador talhado a romper ‘muralhas’.

Falaram mil maravilhas de Bélgica e Inglaterra, mas na prática o que se viu foi o mesmo futebol burocrático da maioria.

Se os ‘gringos’ querem manter esse estilo tosco, problema deles.

Dirigentes brasileiros precisam refletir sobre fórmulas para reinventar o futebol, que pode até passar pela revisão na chamada Lei Pelé, devolvendo autonomia aos clubes e restringindo participação do empresário nos negócios.