Futebol paga o pato devido à incapacidade de gestores públicos
Paralisação do futebol neste final de semana
Futebol paga o pato devido à incapacidade de gestores públicos

O Espaço aqui é de futebol, mas ‘caneludos’ da vida enfiaram um prego na bola e a murcharam para que não rolasse em jogos do Paulistão neste final de semana.
A questionável decisão de se paralisar o futebol fez lembrar a infância do pessoal da velha guarda, quando o dono da bola se irritava por qualquer bobeira durante as ‘peladas’, a levava embora e acabava a brincadeira.
De repente o futebol também teve que pagar o pato pela incapacidade de nossos chamados gestores no controle à pandemia da Covid-19, e deu no que deu.
Claro que não dá pra ignorar a iminência do colapso nas unidades de saúde, essencialmente pela falta de leitos em UTI (Unidade de Terapia Intensiva), de medicamentos e equipamentos no combate à doença.
Nem cabe aprofundamento da forma duvidosa como governadores e prefeitos canalizam recursos recebidos da União, para gerenciar a crise da pandemia.
MULTAS
Foi notório sim a falta de autoridade para se cumprir à risca a Resolução SS 96, de 29 de junho de 2020, do Governo do Estado de São Paulo, que prevê multas a estabelecimentos comerciais com pessoas sem máscaras, assim como quem andar sem uso delas em áreas públicas.
Adiantou?
Deram uma ‘banana’ pra Resolução. Apenas tímidas multas foram aplicadas em todo Estado. Em Campinas, por exemplo, o então prefeito Jonas Donizete havia reduzido de R$ 500 para R$ 100 o valor aos infratores.
Incumbência de fiscalizar é da Vigilância Sanitária e Guarda Municipal.
E na hipótese de resistência do abordado, a Polícia Militar pode ser acionada e fim de papo.
Adiantou?
E a firmeza de gestores para exigirem que a Resolução fosse cumprida à risca?
Se tivessem multado pra valer os insubordinados, claro que outros pensariam duas vezes para cometer abuso.
Quando se mexe no bolso da pessoa, ela aprende por bem ou por mal.
ORIENTAÇÃO
Inadmissível a falta de controle para fiscalização no interior de estabelecimentos comerciais.
Raramente observa-se um funcionário destacado pra evitar que se exceda a proporcionalidade permitida de pessoas no estabelecimento.
Igualmente faltam orientações para que clientes observem o distanciamento entre eles.
E quando atrevidos se aglomeram na fila do caixa e são advertidos, ainda levantam o tom de voz e por vezes apelam.
Ora, se prevalece o descontrole sobre protocolos estabelecidos, como evitar propagação do vírus?
FESTAS CLANDESTINAS
Insensatez teoricamente inimaginável é se constatar assassinos programando festas clandestinas, regadas a bebidas e drogas.
Máscaras? Nem pensar.
E quando as pessoas são flagradas nesta situação, procuram apenas dispersá-las do ambiente, quando o exigido seria enquadramento de cada um para pagamento de multa, geralmente restrita a organizadores de eventos.
Portanto, o que se vê claramente é falha de gestão do poder público, com prefeitos que não souberam se impor.
Agora, com o leite derramado, falam grosso e querem colocar ordem na bagunça.
FUTEBOL PAGA O PATO
Aí, quando se vê corpos empilhados em necrotérios de hospitais, aparece o futebol para pagar o pato.
Justo o futebol que, durante os jogos, coloca em prática protocolo exemplar de controle à Covid-19, comparativamente a outros segmentos.
Atletas, membros de comissão técnica e equipes de arbitragens se submetem a testes até duas vezes por semana. Além disso, demais protocolos de saúde são seguidos com rigidez.
Sim, por descuidos atletas também são contaminados pela doença, porém geralmente fora do ambiente de trabalho.
Pior da história é que jornalistas e radialistas segmentados ao futebol, dependentes da sequência natural da modalidade, ainda se manifestam favoráveis à paralisação.
De certo, quando os seus patrões já não se dispuserem de recursos para custearem os seus emprego, aí vão cair na real. Aí Inês é morta.





































































































































