Futebol fraco do Guarani se encaixa bem ao empate sem gols

Bruno Mendes, Longuine, Jefferon Nem e Marcílio decepcionam contra o Criciúma

Futebol fraco do Guarani se encaixa bem ao empate sem gols

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Pelo que o Guarani deixou de jogar na noite desta terça-feira em Criciúma, não há o que reclamar do empate sem gols. Afinal, ao longo dos 90 minutos e acréscimos, o goleiro Júnior Beliatto, do time catarinense, só foi obrigado a praticar defesa em chute rasteiro do meia Rondinelly.

Pelas deficiências técnicas do Criciúma, se o Guarani jogasse um ‘tostãozinho’ de bola, de certo traria vitória do Sul do país.

Considere que o time catarinense ganhou dois presentões do Guarani e não soube aproveitá-los entre 10 e 12 minutos do primeiro tempo, através do zagueiro Plillipe Maia e Agenor, que erraram em saída de bola.

Além disso, a trave direita bugrina foi atingida com chute forte do lateral-esquerdo Marlon.

O QUE MUDOU?

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O torcedor bugrino questiona como pode um time que enche os seus olhos na partida diante do Atlético Goianiense cair verticalmente de produção no dérbi e nesta terça-feira?

A resposta é oscilação. Atacante Bruno Mendes e meias Rafael Longuine e Jefferson Nem foram nulos. Decepcionaram.

Por incrível que possa parecer, com a suspensão do lateral-esquerdo Pará, houve perda maior na escalação do substituto Marcílio, que conseguiu transformar o seu setor em uma avenida para o apenas veloz Marlon Freitas.

Assim, bastou a zaga do Criciúma ‘chegar junto’ e antecipar a maioria dos passes dos bugrinos, na tentativa de jogadas ofensivas, para não ter problema.

RONDINELLY

Treinador bugrino Umberto Louzer agiu corretamente ao sacar Longuine no intervalo, quando optou pela meia Rondinelly.

De um time disperso e abuso de erros nos passes durante o primeiro tempo, houve transformação, após o intervalo, com a entrada do meia Rondinelly, que assumiu a postura de rodar a bola .

Com mais posse de bola de sua equipe, o lateral-direito Kevin se adiantou e deu opções ao atacante Bruno Xavier, até então apagado.

Nesta maior participação ofensiva do Guarani, até Bruno Mendes foi servido dentro da área, mas, desequilibrado, a finalização foi pra fora.

MAZOLA JÚNIOR

Foi quando o treinador Mazola Júnior, do Criciúma, tomou a sábia decisão de trocar o atacante Vitor Feijão pelo hábil Andrew, pelo lado esquerdo.

Aí, bastou Kevin tomar dois dribles para ter a devida percepção que não deveria se descuidar da marcação. Com isso o Guarani perdeu a grande opção de saída de bola ao ataque pela direita.

Conclusão: o time passou a atacar pela esquerda, principalmente quando Marcílio já não tinha a quem marcar, devido à lesão no tornozelo de Marlon Freitas, deixando o time catarinense com um homem a menos, visto que as três alterações já haviam sido feitas.

Por sinal, Marlon Freitas foi vítima de um carrinho por trás do volante bugrino Willian Oliveira, sem que o árbitro potiguar Caio Max Augusto Viera mostrasse cartão amarelo.