Futebol da Ponte Preta não dá indicativo de acesso
Time pontepretano fica no empate sem gols com o Vitória
Futebol da Ponte Preta não dá indicativo de acesso
Quem participa de um típico jogo de Série C, como a Ponte Preta pode postular acesso ao Brasileirão de 2021?
O zero a zero deste jogo contra o Vitória, na tarde desta sexta-feira em Salvador (BA), foi o retrato fiel de uma Ponte Preta desconectada pela briga visando o G4 desta Série B do Brasileiro: erros de passes em abundância, espaçamento enorme de jogadores no gramado, chutões de defensores e criatividade ‘chocante’.
Isso aplica-se a ela e igualmente ao Vitória.
O retrato fiel disso se restringiu a três reais oportunidades de gols ao longo da partida, duas por parte da Ponte Preta e outra do Vitória.
Nem se pode dizer que a Ponte criou chance quando a bola espirrada na área sobrou para o meia Camilo, aos 13 minutos, porque o início do lance se deu através de cobrança de lateral.
A finalização do meia pontepretano foi em cima do goleiro Ronaldo, que, a rigor, praticou apenas esta defesa difícil.
APODI
A segunda chance foi originada através de lançamento do atacante Bruno Rodrigues, seis minutos depois, que visou infiltração do polivalente Apodi entre os zagueiros Wallace e Maurício.
O pontepretano encobriu o goleiro Ronaldo, aparentemente a bola não teria direção do gol, mas o lateral-esquerdo Rafael Carioca se atrapalhou na tentativa de interceptação e quase marcou contra.
Foi só da Ponte Preta.
O Vitória criou apenas uma jogada lúcida pela direita, no segundo tempo, quando a bola cruzada a meia altura se ofereceu ao centroavante Léo Ceará, que se precipitou e mandou-a na lua.
Exceto raríssimas combinações do atacante pontepretano Bruno Rodrigues com avanços de Lazaroni, nada mais foi visto pelo lado esquerdo.
No primeiro tempo, Apodi foi seguidamente acionado pela direita, e com isso conseguiu prendeu o lateral Rafael Carioca, que tem características de avançar.
Na Ponte Preta, o que se viu foi o mesmo do mesmo.
Uma incrível chance de trazer três pontos da Bahia diante do lento e previsível time do Vitória foi desperdiçada.
LÉO PEREIRA
Todavia, como esperar melhoria de rendimento da equipe se o treinador Marcelo Oliveira escala o limitadíssimo lateral-direito Léo Pereira, que ao passar do meio de campo não sabe aquilo que faz com a bola?
Como esperar um time agudo se não se vê jogadas em função do centroavante? Foi assim com Vanderlei durante o primeiro tempo, e se repetiu com Matheus Peixoto depois.
BARROCO DEMORA
No Vitória, o treinador Eduardo Barroco deveria ter trocado três já no intervalo, mas esperou até oito minutos do segundo tempo pra tirar o meio-campista Fernando Neto e atacante Vico que erravam todas as jogadas.
Lucas Cândido e Matheuszinho, que os substituíram, deram mais mobilidade ao time.
Para um zero a zero sem inspiração, com raríssimas chances de gols, nem é recomendável esticar a análise.





































































































































