Futebol - Corre-se a metade, movimenta se o dobro e pensa se o triplo
Treinador tem feito história no Al Shorta,m do Iraque, e criou uma teoria no esporte
Campinas, SP, 21 (AFI) – O experiente técnico Lorival Santos (foto) tem feito história no Al Shorta, do Iraque. Entre um treino e outro, entre uma partida e outra, além de um telefonema e outro para matar a saudade da família, ele criou uma teoria. No futebol, corre-se a metade, movimenta se o dobro e pensa se o triplo.
Por que, por quê, porque, porquê; muitas pessoas têm dúvida quanto ao emprego correto dessas quatro palavras/expressões, mas não há muito mistério, não; uma vez entendido, dificilmente alguém terá dúvidas quanto ao seu emprego.

Especificamente no meu caso que sou técnico de futebol, minha principal preocupação será o por que; usado normalmente quando o significado é por qual razão, por qual motivo, pelo qual.
Então; vamos lá: POR QUE NO FUTEBOL DEVE SE CORRER A METADE, MOVIMENTAR SE O DOBRO E PENSAR O TRIPLO.
Levando em consideração que dentro da dinâmica do campo de jogo, alguns dizem que o futebol ficou mais rápido, com menos espaços; outros afirmam que ele futebol está mais complexo, muito mais inteligente, e, portanto exige mais do atleta quanto à assimilação e a aceitação dos processos ofensivos; a compactação, maior números de atletas mais próximos da bola, exerce dentro deste contexto papel importante e na sequencia deste processo a conexão da defesa para o ataque passa a ser determinantes dentro do plano de jogo do técnico.
O atleta deve compreender que no campo de jogo, duas de suas características, o poder de marcação e a velocidade devem ser mais bem aproveitadas, é daí que se faz necessário observar um dos fatores mais abrangente no atual momento do futebol, as transições da jogadas e que muitos ainda não compreendem; deve se pensar antes de movimentar se, portanto; correr menos e produzir mais.
Sabemos que o jogo tem como principal característica a busca constante por superioridade numérica e com seus espaços reduzidíssimos dentro das quatro linhas trás momentos e princípios; destes momentos, limites regulares e inquestionáveis, uma bola e a organização ofensiva, onde cada atleta objetiva atingir a vitoria e sua equipe com o seu respectivo modelo de jogo deve propor uma perspectiva de atacar e defender com eficiência, desejo incondicional de qualquer técnico de futebol do mundo.
Neste futebol competitivo, o atleta deve ter ciência que a expectativa de vitoria ė com certeza incerta e que certas derrotas pode causar danos irreversíveis ao seu trabalho bem como a sua carreira; assim devemos abordar o que preconiza (Castelo – 1996) “sobre os quatro princípios do processo ofensivo de uma equipe (penetração, mobilidade, cobertura ofensiva e espaço)”, onde a bola ė parte integrante nos quatro princípios deste processo.

Vamos mencionar então (Nenem Prancha 1930 – “Quem toca recebe, quem pede tem preferência”) e por que não (Kahlil Gibran 1950 – “A percepção ė o inicio de todo o conhecimento”).
Assim; devemos com certeza concluir que a bola, desejo incondicional do atleta neste esporte ė a razão e o por que; ela lá em cima o jogo se iguala e no chão o atleta em posse da bola não deve permitir que o adversário tenha muito tempo para reagir, onde o posicionamento do portador da bola obriga a equipa adversária a ocupar o corredor central, liberando espaço das linhas laterais; vamos então fazer a bola correr, ela não tem pulmão, ela não cansa, por que então o inverso; devemos ter a percepção de criar espaços livres para pensar e agir, tanto na frente da grande área para os arremates ou não, como nos flancos para os cruzamentos.
Sabemos também que o futebol sendo um esporte de julgamentos e decisões em função de uma dinâmica organizacional coletiva; no universo do futebol ė já um lugar comum afirmar que a vitoria são vários os fatores que concorrem para a sua efetivação, portanto; cito e reconheço (Frade 1989) e (Guilherme Oliveira 2004) “que futebol ė uma criação e construção e tem que ser um processo permanentemente recriado, gerando reconstrução através da auto-organização e interação existente entre os diferentes agentes, ou seja, é um processo que esta permanentemente dependendo do aqui e agora”; dentro destas exigências, O FUTEBOL, CORRE SE A METADE, MOVIMENTA SE O DOBRO E PENSA SE O TRIPLO.





































































































































