Futebol brasileiro perdeu aquela essência do título corintiano de 98
Futebol brasileiro perdeu aquela essência do título corintiano de 98
Futebol brasileiro perdeu aquela essência do título corintiano de 98

Quando perguntarem para que você cite pelo menos um dos motivos da decadência do futebol brasileiro, indague o interlocutor se por acaso ele assistiu ou reviveu a vitória do Corinthians sobre o Cruzeiro por 2 a 0, no título do Campeonato Brasileiro de 1998, retransmitido pela TV Band neste domingo.
Se ainda assim ele não encontrou resposta, então esfregue na cara dele que os finalistas à época preservavam a essência do futebol brasileiro: o drible.
E quem tem talento para o enfrentamento de jogada ‘um contra um’, a consequência lógica é ‘jogo vertical’, jogo em função do gol adversário.
Pois isso não é coisa que não se ‘compra’ de intrusos acadêmicos na modalidade.
Carecemos sim do drible por culpa de treineiros das categorias de base que castram a individualidade do garoto, para impor disciplina tática.
Corinthians e Cruzeiro nos presentearam com jogo fantástico, refletido em seguidas chances de gols lado a lado.
Como indicava a lógica, prevaleceu a melhor capacidade técnica do Corinthians, com jogadores fantásticos como Marcelinho Carioca, Edílson e Ricardinho, entre outros.
QUANTA DIFERENÇA!
Diferenças do futebol daquela época se estendiam a outros aspectos.
Se hoje, cara a cara com goleiros, atacantes se borram de medo ao enfrentá-los, antigamente se regozijavam quando aparecia a oportunidade. É que tinha convicção que a chance não seria desperdiçada.
Foi assim com Edílson no primeiro gol do Corinthians. Ao ‘limpar’ a jogada em lindo drible, deixou o goleiro Dida estatelado no gramado.
Se hoje prevalecem nomes compostos para jogadores, antes ninguém se incomodava com apelidos.
Era Nei, goleiro do Corinthians que ninguém se lembrava mais, lateral Índio e zagueiro Batata.
Disputava-se título em antevéspera de Natal sem chiadeira, tanto que o público pagante no Estádio do Morumbi foi de 57.230 espectadores.
LUCIANO DO VALLE
Dois flagrantes de destaque na Band quase no final da partida: permissão de cartola no banco de reservas, e lá estava o presidente Alberto Dualib; e o treinador Vanderlei Luxemburgo repetindo a cena de se dirigir ao vestiário antes do término, para deixar a comemoração aos jogadores.
Por fim, que narração do saudoso Luciano do Valle! Há quem prefira Galvão Bueno da Globo, mas no quesito emoção Luciano foi incomparável.





































































































































