Funcionários entram em greve e atletas de time do Brasileirão ficam sem comer
A Raposa atrasou dois meses de salário, sem contar o 13º de funcionários
A Raposa atrasou dois meses de salário, sem contar o 13º de funcionários
Belo Horizonte, MG, 19 (AFI) – O Campeonato Brasileiro acabou, o Cruzeiro foi rebaixado, mas a crise segue sendo o principal assunto dentro da Toca da Raposa. Se não bastasse a queda para a Série B, a Raposa amanheceu nesta quinta-feira sem conseguir alimentar seus atletas das categorias de base, já que os funcionários da cozinha, com salários atrasados, optaram por entrar em greve.
O Cruzeiro deve salários de novembro e dezembro, além do 13º. O clube está sem receitas e não sabe como conseguir quitar o débito antes do final do ano, o que preocupa os funcionários. A greve na cozinha, além de abater atletas do Cruzeiro, foi sentido por jogadores do Villa Nova e do Capital, do Tocantins. Ambos estão treinando na Toca para a Copa São Paulo de Futebol Júnior.

VERSÃO DO CLUBE
“O Cruzeiro EC esclarece que diante do grave momento político e financeiro que o Clube atravessa, os salários dos colaboradores, atletas e diretores estão em atraso e a diretoria trabalha em busca de uma solução para o problema”, afirmou o Cruzeiro em nota oficial.
“A greve dos cozinheiros e assistentes de cozinha na Toca da Raposa I é mais um retrato da crise no Cruzeiro. Lamentamos e esperamos efetuar o pagamento de todos o mais breve possível”, acrescenta o clube.
CRISE
O cenário financeiro do Cruzeiro é caótico, com uma dívida que ultrapassa os R$ 700 milhões. Além disso, a gestão do presidente Wagner Pires de Sá é investigada pela Polícia Civil de Minas Gerais por acusações como falsificação de documento particular, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. E mais recentemente o time foi rebaixado à Série B do Campeonato Brasileiro.
Acusados de terem cometido irregularidades, o vice-presidente de futebol Itair Machado e o diretor geral Sergio Nonato foram afastados dos seus cargos há alguns meses. E durante o Brasileirão, o então presidente do Conselho Deliberativo, Zezé Perrella, se tornou o homem-forte do departamento de futebol, mas acabou sendo demitido por Wagner logo após o rebaixamento.
Neste momento, há pressão para a renúncia do presidente e seus vices. A proposta é de que um conselho gestor, formado por empresários, assuma o comando do clube.





































































































































