Funcionário do São Paulo pode ter informado rota do ônibus a autores de emboscada

Polícia cívil investiga possibilidade da informação sobre a mudança do trajeto ter partido de dentro do próprio clube

Polícia cívil investiga possibilidade da informação sobre a mudança do trajeto ter partido de dentro do próprio clube

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São Paulo, SP, 27 (AFI) – O trajeto do ônibus do São Paulo, alvo de ataques no último sábado, pode ter sido informado aos torcedores por um funcionário de dentro do clube. Essa possibilidade é investigada pela Polícia Civil de SP.

O veículo que conduzia a delegação do Tricolor rumo ao Morumbi para a partida contra o Coritiba, pela Brasileirão, foi atacada com pedras, que quebraram os vidros. Além disso, barras de ferros, rojões e até bombas caseiras foram encontradas no local. A Polícia Militar prendeu 14 pessoas, das quais cinco continuam presas.

O fator que desperta a possibilidade da informação ter partido de dentro do próprio clube é que a rota utilizada pelo São Paulo para chegar ao Morumbi foi considerada muito incomum pelos investigadores.

Ônibus do São Paulo sofreu ataque no último sábado (Foto: Divulgação)

Ônibus do São Paulo sofreu ataque no último sábado (Foto: Divulgação)

A troca da rota, tido como “Plano C” internamente, foi discutida entre membros do São Paulo e aceita pelo temor de uma emboscada caso o trajeto comum fosse utilizado, afinal o time vive momento de pressão.

APRESENTOU

O supervisor de segurança do clube, Marcos Roberto Costa dos Santos, foi o único funcionário do São Paulo a prestar depoimento. Ele compareceu ao 14º Distrito Policial, em Pinheiros, local do registro da ocorrência, na madrugada do último domingo.

Santos é responsável por intermediar, de maneira informal, a relação entre o clube e torcedores organizados, de acordo com policiais civis. No entanto, não indícios que o supervisor seja o responsável pelo vazamento das informações aos autores do ataque.

A polícia civil aguarda autorização da Justiça para quebra de sigilo telefônico dos celulares apreendidos. Além dos aparelhos dos 14 presos, a polícia também apreendeu o celular de Bruno Arcanjo da Silva, diretor da Torcida Independente, tido como responsável por planejar o ataque. Ele não estava presente no local e negou participação.